Violinista Penezzi leva choro brasileiro a palcos internacionais
Violinista Alessandro Penezzi, de Piracicaba, celebra levar o choro brasileiro para o exterior e anuncia novos projetos em homenagem ao samba e parcerias musicais.

Alessandro Penezzi, violinista aclamado e natural de Piracicaba, em São Paulo, consolida sua trajetória como um dos maiores expoentes da música brasileira no cenário global. Com uma carreira que ultrapassa quatro décadas, Penezzi dedica-se a difundir o choro, gênero que ele herdou de mestres como Pixinguinha e Jacob do Bandolim, levando a sonoridade genuinamente brasileira a plateias estrangeiras.
## Legado e Virtuosismo
O primeiro contato de Penezzi com a música ocorreu aos cinco anos, ao se aproximar do violão com o incentivo dos pais. No entanto, foi sob a tutela do mestre Sergio Belluco que seu talento floresceu, solidificando o conhecimento musical que o consagraria. Hoje, Penezzi ostenta um portfólio com 18 álbuns, que incluem trabalhos solo, colaborações com renomados músicos como Yamandú Costa e Proveta, e participações em grupos.
Seu álbum mais recente, "Sonho", alcançou o status de finalista na categoria instrumental do Prêmio da Música Brasileira em 2026. O projeto nasceu de uma experiência pessoal, onde melodias eram criadas a partir de sonhos registrados durante a madrugada. O repertório do disco explora uma rica diversidade de ritmos, como choro, frevo, chamamé, cateretê, valsa e fado, inspirados por elementos como a Floresta Amazônica e até mesmo documentários sobre abelhas.
## Projeção Internacional e Novos Horizontes
Anualmente, Penezzi empreende turnês internacionais, com apresentações agendadas para 2026 na Alemanha e nos Estados Unidos. "É uma honra muito grande carregar essa bandeira da música brasileira, do choro, que herdamos de Pixinguinha, de Jacob do Bandolim", declara o músico, expressando a emoção de ver o espaço conquistado por seus antecessores no exterior.
Atualmente, o violinista está imerso na produção de "Violão Sambado", um novo álbum que homenageará compositores icônicos do samba, como Cartola, Nelson Cavaquinho e Paulo Vanzolini. Os arranjos buscam emular a sonoridade de um grupo de samba, destacando a performance de Penezzi no violão de sete cordas. Paralelamente, um disco autoral em parceria com o violonista Zé Barbeiro está em vias de lançamento, prometendo novas contribuições ao acervo da música brasileira.