TJMA une Direito e Literatura em debate sobre diversidade e direitos humanos

TJMA realiza evento que une Direito e Literatura para discutir representatividade LGBTQIAPN+, direitos humanos e cidadania, com foco na importância da literatura como ferramenta de inclusão e expressão.

TJMA une Direito e Literatura em debate sobre diversidade e direitos humanos

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) promoveu uma nova edição do projeto Diálogos Plurais, iniciativa do Comitê de Diversidade voltada à reflexão sobre direitos humanos, inclusão e cidadania. O evento, realizado no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, abordou o tema "Direito e Literatura: atravessamentos literários de autoria LGBTQIAPN+". A iniciativa reuniu escritores, artistas, membros do Judiciário e da sociedade civil para discutir o papel da literatura como ferramenta de representatividade, valorização da diversidade e fortalecimento dos direitos fundamentais.

## Literatura como Voz e Identidade

A escritora e assistente social Lívia Almeida Dutra compartilhou sua experiência pessoal, relatando como obras com personagens LGBTQIAPN+ foram cruciais para seu processo de identificação e sentimento de pertencimento. Ela destacou que encontrar essas histórias na literatura permitiu que se visse representada, sentindo que suas vivências também mereciam ser contadas. A juíza Elaile Silva Carvalho, coordenadora do Comitê de Diversidade do TJMA, ressaltou a importância de conectar o Direito com a literatura para ampliar a compreensão das realidades sociais e promover um Judiciário mais humanizado. Segundo ela, a produção literária de autores LGBTQIAPN+ é um registro de memória, resistência e expressão de vivências frequentemente marginalizadas, contribuindo para a igualdade e o respeito às diferenças.

## Reflexões sobre Pluralidade e Memória

O debate, conduzido pelo escritor e pesquisador Carlos Wellington Martins, aprofundou discussões sobre diversidade, representatividade e direitos humanos. Ele enfatizou o valor simbólico de sediar um evento com essa temática dentro de uma instituição jurídica proeminente como o TJMA, descrevendo o momento como histórico por dar espaço às vozes LGBTQIAPN+ e promover a discussão sobre a construção de uma sociedade mais plural através da literatura.

A programação incluiu uma homenagem ao desembargador Lourival Serejo, presidente da Academia Maranhense de Letras e idealizador do Comitê de Diversidade do TJMA, reconhecendo sua contribuição para políticas de inclusão e direitos humanos no Judiciário maranhense. Serejo incentivou o público a usar a leitura e a escrita como meios de expressão e transformação social, além de divulgar oficinas gratuitas de escrita criativa.

## Ampliando o Acesso ao Conhecimento

O evento também apresentou duas importantes iniciativas para o acesso a conteúdos sobre equidade e diversidade: o Acervo Equidade, na Biblioteca da Escola Superior da Magistratura do Maranhão (ESMAM), e a Estante Maria Firmina dos Reis, organizada pelo Comitê de Diversidade. Esses espaços oferecem obras sobre direitos humanos, inclusão e diversidade, incentivando estudos sobre cidadania e justiça social. A estante homenageia Maria Firmina dos Reis, figura emblemática da literatura brasileira e da luta pela igualdade. O Comitê de Diversidade do TJMA, criado em 2020, atua permanentemente no combate à discriminação e na promoção da igualdade, buscando um Judiciário cada vez mais inclusivo e acessível.