Preta Gil: Infância e Adolescência em Série Emocionante

Série 'Meu nome é Preta' estreia no Globoplay, revisitando a infância e adolescência da artista com depoimentos íntimos e momentos marcantes de sua vida.

Preta Gil: Infância e Adolescência em Série Emocionante

A série documental "Meu nome é Preta", recém-lançada no Globoplay, abre as cortinas para a infância e adolescência de Preta Gil, celebrando sua vida um ano após seu falecimento. O primeiro episódio, dirigido por Mini Kerti, mergulha em memórias afetivas e traz à tona histórias que moldaram a artista, com a participação de 52 pessoas próximas, incluindo familiares como a mãe Sandra Gadelha, o pai Gilberto Gil, a irmã Maria Gil, o filho Francisco Gil, e amigos como Caetano Veloso e Gal Costa.

## Lembranças Familiares e Artísticas

O início da série revela um Gilberto Gil emocionado ao relembrar o nascimento de Preta em 1974, após o exílio da família em Londres. Ele descreve ter passado "oito dias chorando" com a chegada da filha, interpretando o momento como uma resposta às circunstâncias da época. Caetano Veloso, por sua vez, analisa a essência de Preta como o "tropicalismo encarnado", destacando sua espontaneidade e ausência de preconceitos. A profunda ligação com a madrinha, Gal Costa, também é evidenciada por meio de imagens e relatos, como o de Sandra Gadelha, que afirma não haver outra pessoa para assumir tal papel.

## Desafios e Conquistas na Juventude

O episódio não foge dos desafios enfrentados por Preta. A caderneta escolar revela uma jovem que "detestava estudar", com justificativas para faltas em provas. A música "Drão", composta por Gilberto Gil para Sandra Gadelha durante a separação, é outro ponto alto. Inicialmente, Preta declarava detestar a canção, mas com o tempo passou a apreciar sua beleza, culminando em momentos emocionantes em que canta a música com o pai, inclusive em sua última apresentação pública no Allianz Parque, meses antes de falecer. A série também aborda o racismo sofrido por Preta e sua irmã Maria, com um relato vívido de Sandra Gadelha sobre uma intervenção que fez em defesa da filha na escola. Amora Mautner, amiga de infância, narra um episódio marcante de homofobia em sala de aula, onde Preta defendeu sua colega e deu um beijo nela, resultando na expulsão de ambas da instituição.

A produção promete seguir explorando a trajetória da artista nos próximos episódios, que serão disponibilizados semanalmente até 8 de agosto, data em que Preta completaria 52 anos. A série é uma homenagem à força, resiliência e alegria de Preta Gil, convidando o público a reviver sua história.