FLIP: Público protesta por falta de acesso a debate com Cármen Lúcia e Conceição Evaristo
Público da Flip protesta em Paraty (RJ) por não conseguir acesso a debate com Cármen Lúcia e Conceição Evaristo. Organização admite que procura superou expectativas e gerou frustração.

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) registrou um episódio de frustração e protesto neste sábado (25), quando o público aglomerado em frente à pousada Porto Imperial, local de uma mesa com a ministra Cármen Lúcia e a escritora Conceição Evaristo, expressou indignação pela dificuldade de acesso. A conversa, intitulada "Literatura e História" e mediada por Afonso Borges, atraiu uma quantidade expressiva de leitores, levando a uma fila que se formou mais de três horas antes do evento.
## Organização é Criticada por Exclusão
A organização da mesa, a cargo do portal Amado Mundo, foi alvo de críticas por parte dos presentes. Relatos indicam que a porta do local foi fechada após a entrada de um número restrito de pessoas, incluindo convidados da produção, enquanto dezenas de outros aguardavam do lado de fora. Seguranças foram posicionados na entrada, e a falta de comunicação sobre a capacidade limitada ou a logística de acesso gerou revolta. Gritos de "falta de respeito" e "deixa a gente entrar" ecoaram, mas não surtiram efeito, com a mesa tendo início sem a presença da maioria interessada.
## Frustração e Popularidade em Evidência
Em resposta às reclamações nas redes sociais, o portal Amado Mundo admitiu que "a procura realmente superou as expectativas" e reconheceu que a situação "gerou frustração para muita gente". A organização considerou o retorno do público "muito importante para pensarmos as próximas edições", indicando um aprendizado com o ocorrido. O incidente na Flip evidencia tanto a popularidade das figuras convidadas, Cármen Lúcia e Conceição Evaristo, quanto os desafios de gerenciar a demanda em espaços com capacidade reduzida, que se tornaram um ponto comum de reclamação nesta edição do evento literário.