Filme 'Pequenas Criaturas' é criticado por moralismo e tédio
Crítica aponta 'Pequenas Criaturas', drama familiar brasileiro, como superficial e moralista. Filme ambientado nos anos 80 em Brasília falha em desenvolver a trama e deixa o espectador em um 'marasma'.

O filme brasileiro "Pequenas Criaturas", dirigido por Anne Pinheiro Guimarães, tem recebido críticas por sua abordagem superficial e moralista, apesar de começar explorando a paisagem de Brasília nos anos 1980.
## Trama e Críticas
A história acompanha Helena, interpretada por Carolina Dieckmann, uma mulher de classe média que se vê abandonada pelo marido e precisa lidar com os problemas cotidianos e existenciais em um condomínio. A narrativa se desenvolve com eventos como o roubo da bicicleta do filho mais velho e o uso de uma máscara de macaco pelo filho mais novo. O filme também introduz vizinhos, como Angela (Letícia Sabatella), descrita como a "mulher livre", e outros personagens que orbitam a vida de Helena.
Contudo, a crítica aponta que o filme se afunda em um "moralismo banal", onde a ausência do marido (visto como protetor) expõe a mulher a ameaças. A falta de desenvolvimento da trama e a apatia dos personagens são destacadas como pontos fracos, fazendo com que a obra "nunca levante voo". A preocupação de Helena com a própria tristeza e o encontro com um homem solitário que a salva de uma pane no carro são exemplos de como a narrativa se torna pouco envolvente.
## Cenário e Desfecho
Embora a direção de atores respeitáveis seja mencionada, a paisagem brasiliense, inicialmente um ponto forte, acaba por realçar o peso sobre os personagens apáticos. O filme aborda temas como o fim de um casamento, as implicações para as crianças, o fantasma da pedofilia e a autodefesa, mas falha em gerar impacto no espectador. A sensação de marasmo se mantém, com a crítica ressaltando que o longa parece um avião que "taxia, taxia e taxia, mas nunca levanta voo".
"Pequenas Criaturas" retrata uma mulher dos anos 1980 despreparada para adversidades profundas, como o abandono, mas a execução da história é criticada por sua falta de profundidade e por se tornar refém de perspectivas consideradas datadas e um moralismo excessivo, que não consegue tirar o público do "marasma criado pelo filme".
O filme tem classificação indicativa de 16 anos e estreou nos cinemas em 23 de julho. O elenco conta ainda com Caco Ciocler.