Festival Mimo cresce em Portugal com gestão brasileira

Festival cultural Mimo, de gestão brasileira, celebra crescimento em Guimarães, Portugal, superando desafios econômicos e logísticos com apoio local e internacional.

Festival Mimo cresce em Portugal com gestão brasileira

Após uma década de trajetória em Portugal, o festival Mimo, idealizado e gerido pelo Brasil, demonstra sinais robustos de crescimento e consolidação em solo europeu. A edição deste ano, realizada em Guimarães, cidade histórica que ostenta o título de berço de Portugal, marcou um momento de emoção para a fundadora e diretora Lu Araújo. A visão da marca do festival iluminando o castelo da cidade, um símbolo nacional, foi um ponto culminante, evidenciando a capacidade de adaptação e expansão do projeto.

## Mudança e Novos Desafios

Originalmente fundado há 22 anos em Olinda, no Brasil, o Mimo tem uma história de mobilidade. Após realizar a maior parte de suas edições em Amarante, Portugal, a transferência para Guimarães ocorreu devido à não renovação do contrato com a prefeitura local. Lu Araújo descreve a mudança para Guimarães como um passo significativo de crescimento, apesar dos desafios inerentes a uma cidade maior e mais complexa.

## Superando Obstáculos Econômicos e Logísticos

A gestão do festival enfrentou múltiplos obstáculos. Além da busca por uma nova cidade e a captação de recursos, a equipe precisou lidar com a inflação, a competição pela atenção do público com eventos de grande porte como a Copa do Mundo e os alertas de incêndios que assolaram Portugal. Araújo ressalta que o Mimo transcende a função de ser apenas uma plataforma para artistas brasileiros, consolidando-se como uma marca experiente em gestão internacional, oferecendo um festival gratuito e fora dos moldes tradicionais.

## Apoio Institucional e Empresarial

O sucesso em Guimarães foi viabilizado pela colaboração entre o poder público e o setor privado. Além da parceria com a prefeitura e o apoio fundamental do Turismo de Portugal e do Turismo do Norte, o festival contou com o financiamento de empresas privadas da região. O orçamento total do evento, estimado em € 750 mil (aproximadamente R$ 4,4 milhões), incluiu cerca de € 250 mil (R$ 1,4 milhão) destinados a cachês.

## Vigor e Expectativa Futura

Lu Araújo enfatiza a dificuldade da gestão cultural no cenário econômico atual, mas destaca o vigor demonstrado pelo Mimo, que atravessa sua melhor fase. O encerramento do festival em Guimarães gerou um impacto positivo na economia local, com aumento na ocupação hoteleira e de restaurantes, e a prefeitura estima ter recebido 80 mil pessoas. O futuro do festival parece promissor, com a expectativa de renovação do contrato com a cidade para o próximo ano, o que asseguraria trabalho para cerca de 500 pessoas e a continuidade de um projeto que acredita no poder da cultura para envolver e transformar comunidades.