Festival de Joinville abre com balé 'Don Quixote' e orquestra vibrante
Festival de Joinville 2026 estreia com 'Don Quixote' e orquestra ao vivo, reunindo 4 mil pessoas em espetáculo de dança e música.

O Festival de Dança de Joinville, um dos maiores do mundo, deu início à sua edição de 2026 com uma noite de abertura marcada pela grandiosidade e pela fusão artística. Cerca de 4 mil pessoas prestigiaram a estreia, que apresentou o clássico balé "Don Quixote" com uma montagem que integrou diretamente a performance de 120 bailarinos com a execução ao vivo de 80 músicos da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás. A decisão de não ocultar a orquestra, mas posicioná-la em frente ao palco, permitiu ao público uma experiência imersiva, acompanhando tanto a precisão dos movimentos dos dançarinos quanto a energia da música sob a regência de Eliseu Ferreira.
## Performance de Destaque
A noite, que teve início com um pequeno atraso e discursos de autoridades locais, como a prefeita Rejane Gambin e a vice-governadora Marilisa Boehm, logo se voltou para a arte. "Don Quixote", baseado na obra de Miguel de Cervantes, focou na história de amor entre Kitri e Basílio, mas manteve o icônico personagem como condutor inicial. A coreografia de África Guzman acentuou o caráter popular da obra, evocando danças ibéricas com o uso de pantomima e gestos expressivos. A performance de Bianca Teixeira, como Kitri, foi especialmente ovacionada, com sua interpretação sedutora e tecnicamente impecável, que encantou a plateia. Davi Ramos, como Basílio, também demonstrou técnica refinada, embora em alguns momentos a complexidade dos passos tenha se sobreposto à entrega do personagem.
## Reação do Público e Inovações
A atmosfera no Centreventos Cau Hansen foi de grande entusiasmo, diferindo do silêncio costumeiro em apresentações de balé. A plateia reagiu ativamente, com aplausos durante as variações, gritos de incentivo e palmas em sincronia com a música. A presença de celulares registrando trechos da apresentação, algo incomum em eventos de balé, refletiu a energia contagiante do espetáculo e a conexão do público com os artistas, especialmente com Bianca Teixeira, tratada como uma estrela pop. A produção inovadora, que deu protagonismo à orquestra, e a vibrante performance geral consolidaram a noite de abertura como um marco para o festival.