Eduardo Kac: Brasileiro Transcende Arte para o Espaço
Artista brasileiro Eduardo Kac expõe no Museu do Amanhã, apresentando obras que unem arte, tecnologia e biologia, e desafiando conceitos tradicionais de criação artística.

O artista visual Eduardo Kac, brasileiro radicado nos Estados Unidos há mais de 30 anos, é reconhecido por suas obras que exploram a intersecção entre arte, tecnologia e biologia. Atualmente, Kac participa da exposição ‘Síntese - Arte e tecnologia na Coleção Itaú’, em cartaz no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Desde os anos 1980, Kac tem provocado o público com a pergunta "Isto é arte?". Sua trajetória artística é marcada por experimentações que desafiam os limites tradicionais da criação, utilizando desde meios digitais até elementos biológicos.
Uma de suas obras mais notórias, "GFP Bunny" (2000), envolveu a criação de um coelho geneticamente modificado com a proteína fluorescente verde (GFP) de águas-vivas. O projeto gerou intenso debate sobre ética, biotecnologia e o papel do artista na sociedade contemporânea. Kac, no entanto, se posiciona firmemente como um artista e poeta, distanciando-se do rótulo de cientista, apesar de suas obras frequentemente se valerem de avanços científicos.
O trabalho de Kac já foi exibido em importantes instituições culturais ao redor do mundo, incluindo o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), o Museu de Arte Contemporânea de Chicago e o Centre Pompidou em Paris. Sua participação na exposição no Museu do Amanhã reforça seu legado como um pioneiro na arte que dialoga com a ciência e o futuro.
A mostra "Síntese" reúne cerca de 150 obras da Coleção Itaú, explorando a relação entre arte e tecnologia em diferentes períodos. A curadoria busca evidenciar como artistas contemporâneos utilizam ferramentas tecnológicas para expandir as fronteiras da expressão artística e refletir sobre o mundo digital e suas implicações.
Eduardo Kac é considerado um dos nomes mais importantes da arte digital e da bioarte. Suas instalações e performances frequentemente convidam à reflexão sobre a identidade, a vida e o futuro da humanidade em um mundo cada vez mais mediado pela tecnologia e pela ciência.