Brasil subutiliza "soft power" cultural, aponta especialista

Presidente do Theatro Municipal do Rio, Clara Paulino, critica a subutilização do "soft power" cultural brasileiro e defende maior investimento para projetar o país internacionalmente.

Brasil subutiliza "soft power" cultural, aponta especialista

A presidente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Clara Paulino, destacou a fragilidade do Brasil em termos de "soft power", argumentando que o país ainda não compreende plenamente o alcance e o poder de suas manifestações culturais. Segundo a historiadora e gestora, o Brasil possui um vasto repertório de expressões culturais que, se devidamente exploradas e promovidas, poderiam fortalecer significativamente sua imagem e influência no cenário global.

Paulino ressalta que as riquezas culturais brasileiras, que vão desde a música e as artes visuais até as tradições populares e a culinária, representam um capital subutilizado. Ela aponta que, diferentemente de outras nações que investem pesadamente em sua projeção cultural como ferramenta de diplomacia e atração, o Brasil ainda engatinha nesse sentido. A falta de uma estratégia coordenada e de investimentos consistentes impede que o país colha os frutos de seu potencial.

## Potencial Cultural Inexplorado

O "soft power", definido como a capacidade de influenciar outros países através da atração cultural e valores, é visto por Paulino como um trunfo estratégico. Para ela, o país tem em suas manifestações culturais uma poderosa ferramenta para construir pontes, promover o diálogo e gerar oportunidades econômicas e diplomáticas. A gestora sugere que um maior investimento em produção cultural, intercâmbio artístico e difusão internacional poderia reverter esse quadro.

A declaração foi feita em um contexto onde a cultura brasileira, apesar de sua diversidade e vivacidade, muitas vezes luta por reconhecimento e espaço no exterior. A presidente do Theatro Municipal acredita que é fundamental que órgãos públicos e privados trabalhem juntos para criar políticas eficazes que impulsionem a cultura nacional, transformando-a em um vetor de desenvolvimento e projeção para o Brasil.

## Estratégias para o Futuro

Clara Paulino enfatiza a necessidade de uma visão de longo prazo e de ações concretas para que o Brasil possa, de fato, alavancar seu "soft power". Isso inclui desde o apoio a artistas e instituições culturais até a criação de plataformas de divulgação que alcancem públicos internacionais. A gestora defende que a cultura não deve ser vista apenas como entretenimento, mas como um pilar estratégico para a construção da identidade nacional e para a projeção do país no mundo.

A reflexão lançada por Paulino convida a uma discussão mais ampla sobre como o Brasil pode melhor aproveitar seus talentos e sua rica herança cultural para fortalecer sua posição no cenário internacional, gerando benefícios mútuos e promovendo uma imagem positiva e vibrante do país.