Artesanato Indígena Ganha Valor e Renda com Projeto Universitário

Projeto universitário Itukéti conecta empresas a artesãos indígenas, garantindo renda e valorização cultural. O evento Enactus Brasil em Campo Grande destaca iniciativas de impacto social.

Artesanato Indígena Ganha Valor e Renda com Projeto Universitário

## Valorização Cultural e Econômica Através do Artesanato

Empresas que buscam brindes corporativos diferenciados encontram no projeto Itukéti uma solução inovadora que vai além do objeto. Ao encomendar uma peça de artesanato indígena, as organizações recebem não apenas uma escultura ou item decorativo, mas também a história por trás de sua criação, a foto do artesão responsável e um certificado de origem. O modelo de negócio garante que 100% do valor da obra seja repassado diretamente aos criadores, eliminando intermediários e fortalecendo a economia das aldeias. Essa iniciativa transforma a arte tradicional em um poderoso instrumento de valorização cultural e geração de oportunidades, promovendo o reconhecimento e a renda para os povos originários.

## Empreendedorismo Social no Centro-Oeste

O projeto Itukéti, concebido por estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Aquidauana, é um dos destaques do Evento Nacional Enactus Brasil (ENEB). Pela primeira vez, a região Centro-Oeste sedia o evento, que ocorre em Campo Grande entre os dias 21 e 24 de julho, reunindo aproximadamente 800 participantes, entre estudantes, professores e líderes de impacto social. O ENEB é uma plataforma para a apresentação e competição de projetos de empreendedorismo social universitário.

## Projetos de Impacto em Mato Grosso do Sul

Além do Itukéti, outras iniciativas desenvolvidas por estudantes da UFMS em Mato Grosso do Sul demonstram o potencial do empreendedorismo social. O projeto Koyonoatí apoia a criação de hortas agroflorestais em escolas indígenas, integrando a produção de alimentos à merenda escolar e visando a formação de cooperativas. Já o Yukureâti foca na preservação da língua Terena, utilizando jogos pedagógicos e materiais didáticos desenvolvidos em colaboração com professores indígenas.

Em Nova Andradina, o projeto Macavida transforma a macaúba, fruto nativo do Cerrado, em produtos alimentícios como farinha e polpa, conciliando preservação ambiental e fortalecimento da agricultura familiar. Em Campo Grande, o projeto PantaMel apoia ribeirinhos na produção e comercialização de mel, enquanto o Zuri desenvolve misturas para bolo com frutos do Cerrado, valorizando a cultura local e incentivando a conservação de espécies nativas.