Apaixonados por Futebol Completam Álbuns de Figurinhas Pós-Copa
Colecionadores em Campo Grande mantêm a tradição de trocar figurinhas de Copa do Mundo mesmo após o torneio, promovendo socialização e aprendizado intergeracional.

## A Caça às Figurinhas Continua
Mesmo com o apito final da Copa do Mundo, a paixão por colecionar figurinhas segue a todo vapor em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Tradicionais pontos de troca de figurinhas na cidade continuam atraindo centenas de pessoas, que buscam incansavelmente as peças que faltam para completar seus álbuns. A atividade, que transcende o esporte, tornou-se um ponto de encontro intergeracional, promovendo socialização e aprendizado cultural.
O cruzamento das ruas Antônio Maria Coelho e 25 de Dezembro, em frente a uma banca modular, foi um dos locais mais movimentados no último sábado (18), reunindo famílias e amigos em busca das figurinhas raras. Para muitos, a missão de preencher todos os espaços do álbum oficial se estende para além do período do torneio, mantendo viva a tradição e o prazer da coleção.
## Histórias de Dedicação e Socialização
Henrique Villasanti Almeida, de apenas 7 anos, celebrou a conclusão de seu segundo álbum da Copa, com a ajuda de seu avô, o vereador Coronel Alírio Villasanti. A experiência, segundo o vereador, vai além da coleção, incentivando o esporte, resgatando memórias de infância e ensinando sobre diferentes países, culturas e o futebol. "É uma oportunidade de rever amigos e conhecer novas pessoas. A Copa proporciona esse convívio social", destacou.
Vinícius Argueiro Pereira, de 11 anos, ainda busca menos de 30 figurinhas para finalizar seu álbum. Sua estratégia combina compras e trocas, mas o jovem ressalta a importância da socialização no processo. "O mais legal é a socialização", contou, demonstrando a camaradagem entre os colecionadores.
Rita de Cássia Silva Passos, 50 anos, administra quatro álbuns para seus filhos e garante que pretende concluir todos. Para ela, a troca de figurinhas é uma forma de terapia e lazer. "A Copa acaba, mas nós não vamos desistir. Vamos terminar. Trocar figurinhas é minha terapia", afirmou.
A família de Marcos de Souza Silva, 54 anos, participa da tradição há três Copas. Ao lado do filho Guilherme Victor, 17 anos, ele calcula mais de 200 figurinhas faltantes, mas mantém o otimismo. "Se não correr atrás, não completa o álbum. Mas mesmo passando a Copa, não tem problema. O importante é terminar", disse.
Leandro Lima, 40 anos, levou suas filhas Manuela, 6, e Luísa, 3, para vivenciar a experiência pela primeira vez. Mesmo com o álbum pela metade, o foco é na diversão e em tirar as crianças das telas. "Para elas é uma diversão. Decoram os jogadores e gostam de colar as figurinhas", explicou.
## O Legado da Copa Além do Campo
A persistência dos colecionadores demonstra o valor cultural e social que a Copa do Mundo e seus álbuns representam. A troca de figurinhas se consolida como uma atividade que une gerações, fortalece laços familiares e amigos, e ensina lições sobre paciência, estratégia e o amor pelo futebol, mesmo após o fim da competição. A busca pelas últimas peças continua, garantindo que a magia do torneio permaneça viva por mais tempo nos corações dos apaixonados por colecionismo.