Angela Davis critica família Bolsonaro em evento no Brasil
Angela Davis critica família Bolsonaro e exploração de recursos na Flip. Ativista defende engajamento social e alerta sobre riscos da extrema-direita.

## Críticas à Extrema-Direita e à Exploração
A renomada ativista e escritora americana Angela Davis participou de uma mesa na 10ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em 25 de julho de 2026. Em sua primeira vez na cidade, Davis abordou temas como a ascensão da extrema-direita e a exploração de recursos naturais. Durante sua fala, a ativista demonstrou forte oposição à família Bolsonaro, alertando sobre os riscos de eleger representantes ligados a esse grupo político. Ela ressaltou que a extrema-direita tem ganhado força em diversas partes do mundo, incluindo a América Latina, mas enfatizou que esse movimento não representa os interesses da população.
Davis também criticou o que chamou de "empreendedores e incorporadoras" que visam o lucro em detrimento das populações locais e do meio ambiente. Ela mencionou a exploração desenfreada de terras e recursos naturais por bilionários e trilionários, que, segundo ela, ameaçam a habitabilidade do planeta.
## Engajamento e Consciência
A ativista defendeu que eventos literários devem ir além da discussão de obras, servindo como catalisadores para a ampliação da consciência e o engajamento em lutas por democracia e liberdade. Em sua participação, que contou com a presença de cerca de 700 pessoas em uma estrutura montada para o evento, além de centenas acompanhando por telão, Davis lamentou a ausência do escritor africano Wole Soyinka, que estava hospitalizado. A palestra, que teve um atraso de meia hora, foi mediada pela jornalista Flávia Oliveira e contou com a presença de diversas personalidades como as escritoras Conceição Evaristo e Ana Maria Gonçalves.
Angela Davis também realizou uma visita ao Quilombo do Campinho, em Paraty. A sua presença gerou grande expectativa e atraiu uma multidão, causando congestionamento no centro histórico da cidade. A ativista, que se recusou a pronunciar nomes como o de Flávio Bolsonaro e Elon Musk, por acreditar na força dos nomes na tradição africana e pela relevância de suas ações, trouxe uma mensagem de reflexão sobre o papel da literatura e a necessidade de ação social e política.