Repórter Caíque Verli é velado em Minas Gerais após morte em Vitória
Velório do repórter Caíque Verli em Carangola (MG) reúne familiares e colegas da Rede Gazeta. Pai relembra sonho do filho em ser jornalista na TV.

Familiares, amigos e colegas de trabalho se reuniram na manhã desta sexta-feira (24) em Carangola, no interior de Minas Gerais, para o velório do repórter Caíque Verli Andrade Ribeiro. O jornalista, que dedicou 12 anos de sua carreira à Rede Gazeta, foi encontrado morto em seu apartamento em Vitória, no Espírito Santo.
O corpo de Caíque Verli foi levado para sua cidade natal, onde está sendo velado. Durante a cerimônia, o pai do repórter, Márcio de Souza, relembrou o sonho de infância do filho em se tornar jornalista e aparecer na televisão. "Quando ele era novo, eu tinha que comprar jornal para ele na banca direto. Ele virava e falava assim: 'Um dia você vai me ver na televisão'", compartilhou o pai, emocionado.
Formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Caíque Verli iniciou sua trajetória profissional aos 17 anos. Ao longo de sua carreira, produziu reportagens que impactaram milhares de pessoas no Espírito Santo, consolidando-se como um profissional respeitado.
## Legado e Homenagens
Um telespectador assíduo, José Geraldo, morador de Vitória, fez questão de ir a Carangola para prestar uma última homenagem a Caíque Verli. Ele soube que o repórter era natural da cidade e decidiu comparecer ao velório. "Eu vim prestar essa homenagem porque acho que é um cara bacana. Ele vai fazer muita falta", declarou.
Antônio Cezar Martins, diretor-executivo da TV Gazeta, destacou o talento, a generosidade e a forte amizade que Caíque cultivava com seus colegas de trabalho. "É um momento que ninguém quer passar. Você vê um colega tão novo e tão promissor se despedindo dessa forma. O que a gente pode fazer é dar apoio à família e fazer com que a lembrança dele fique sempre viva como a pessoa maravilhosa, amiga e correta que foi", disse Martins.
## Vínculo com a Rede Gazeta
O irmão do jornalista, Marcelo Verli, também ressaltou o forte laço de Caíque com a emissora. Segundo ele, era comum a família brincar que o repórter era mais apegado à "família Gazeta" do que à própria família. "A família Gazeta abraçou o meu irmão. Vocês não têm noção do quanto significavam para o Caíque. Ele era um excelente profissional, um excelente filho e um excelente irmão. Mas a vida dele era a Gazeta", afirmou.
O sepultamento de Caíque Verli está previsto para as 16h desta sexta-feira (24) no Cemitério Jardim da Paz, em Carangola. A última vez que os irmãos se encontraram foi há quatro meses, em uma despedida na rodoviária, um momento que agora se torna ainda mais significativo para Marcelo Verli, que expressou seu desejo: "Queria um minutinho só com ele. Só isso que eu queria".