Médica em Goiânia rebate ataques à aparência e critica sociedade
Médica de Goiânia rebate cyberbullying contra sua aparência, critica superficialidade da sociedade e reforça importância do bem-estar emocional e profissional.

A médica Monique Guilarducci Laureano, de 35 anos e especialista em dor, tornou-se um exemplo de resiliência ao rebater publicamente ataques virtuais direcionados à sua aparência física. Residente em Goiânia, ela foi alvo de cyberbullying após a divulgação de vídeos seus editados com filtros e comentários pejorativos, chegando a ter sua imagem distorcida com um "filtro de barro".
A profissional relatou que as críticas foram intensas e que a situação a levou a sentir medo de acessar as redes sociais inicialmente. "Eu vejo que a sociedade está doente", declarou Monique em entrevista, ressaltando que, sem seu preparo emocional, os danos poderiam ter sido muito maiores. Ela decidiu expor o caso ao perceber que amigos e familiares estavam sendo constrangidos por receberem o conteúdo ofensivo.
## Pressão estética e superficialidade
Monique observou que a sociedade atual valoriza excessivamente a imagem em detrimento do conteúdo, com uma pressão estética ainda mais acentuada para as mulheres. "Existe uma valorização excessiva do 'parecer ser' em vez do 'ser'. E, para a mulher, isso é muito mais pesado", comentou, contrastando com a menor cobrança social imposta aos homens.
## Resiliência e empatia profissional
Apesar do impacto emocional inicial, a médica afirmou que sua segurança e competência profissional nunca foram abaladas. Ela destacou o suporte recebido de pessoas próximas e informou que medidas jurídicas estão sendo tomadas contra a deturpação de sua imagem. A experiência, embora inédita em sua proporção, reforçou sua empatia com pacientes que enfrentam julgamentos e sofrimento.
Com 11 anos de atuação, Monique Guilarducci Laureano mantém seu foco na prática clínica humanizada e integrada. Seu conselho é que as pessoas priorizem o bem-estar emocional, a capacitação profissional e ignorem críticas externas, que, segundo ela, são inevitáveis. "Sempre vai ter alguém te julgando, seja por aparência, seja por comportamento, por atitude, por qualquer coisa", ponderou, incentivando o autoconhecimento e a felicidade com as próprias realizações.