Copa do Mundo: Sucessos e Fracassos da Edição com 48 Seleções
Balanço da Copa do Mundo com 48 seleções: expansão trouxe novas histórias, mas polêmicas com Trump, Fifa e dinâmicas de jogo marcaram o torneio.

## O Que Funcionou na Copa do Mundo
A Copa do Mundo, que reuniu um número recorde de 48 seleções, chegou ao fim após 39 dias de jogos e 104 partidas, deixando um saldo de acertos e erros. A expansão do torneio, apesar das críticas iniciais, proporcionou momentos memoráveis com a estreia de seleções como Cabo Verde e Curaçao, além do retorno da RD Congo, enriquecendo a competição com novas narrativas.
A disputa pela artilharia também se destacou, com uma acirrada batalha envolvendo nomes como Kylian Mbappé, que encerrou o torneio com 10 gols, e Messi, com 8. Outros craques como Haaland e Kane também participaram ativamente da corrida pelo posto de maior goleador.
Em um feito inédito, as quatro seleções mais bem posicionadas no ranking da Fifa chegaram às semifinais, consolidando o favoritismo e apresentando um futebol de alto nível. O México, como uma das sedes, contribuiu com um ambiente vibrante em suas partidas, apesar de ter sediado uma fração dos jogos. A cerimônia de entrada das seleções em campo, com bandeiras estendidas e hinos executados no círculo central, foi elogiada pela sua estética e novidade.
## Pontos Negativos e Controvérsias
No entanto, a Copa não esteve isenta de polêmicas. O caso Balogun, jogador dos Estados Unidos, expôs a proximidade entre o presidente americano Donald Trump e o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, levantando questões sobre interferência externa. O silêncio de Infantino em coletivas de imprensa durante o evento gerou críticas sobre a transparência da entidade.
Questões políticas e de imigração nos Estados Unidos impactaram a participação de algumas delegações, como a do Irã. Os mascotes do torneio, Maple, Zayu e Clutch, passaram despercebidos pelo público. A introdução de pausas para hidratação, criticada por técnicos e jogadores, alterou a dinâmica das partidas.
A política de preços dinâmicos para os ingressos elevou os custos, e a realização de um evento com os finalistas na véspera da decisão, em Nova York, gerou desconforto. O show no intervalo da final, com duração de 28 minutos, também foi considerado excessivo e pouco empolgante pela audiência presente no estádio.