Cientistas Identificam Exoplaneta com Atmosfera Semelhante à da Terra

Cientistas detectam atmosfera semelhante à da Terra em exoplaneta a 49 anos-luz. Descoberta em LHS 1140 b, planeta rochoso na zona habitável, eleva esperanças na busca por vida extraterrestre.

Cientistas Identificam Exoplaneta com Atmosfera Semelhante à da Terra

Uma equipe internacional de cientistas, liderada por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciou a inédita detecção de uma atmosfera com características semelhantes à da Terra em um exoplaneta. O corpo celeste, denominado LHS 1140 b, encontra-se a aproximadamente 49 anos-luz de distância do nosso Sistema Solar.

## Avanço na Busca por Mundos Habitáveis

O LHS 1140 b é um planeta rochoso localizado na zona habitável de sua estrela, uma região onde as condições podem permitir a existência de água em estado líquido. Essa descoberta é considerada um marco significativo, pois, pela primeira vez, há evidências concretas de uma atmosfera em um planeta rochoso encontrado nessa zona.

Modelos computacionais desenvolvidos pelos pesquisadores indicam que a atmosfera do exoplaneta é composta predominantemente por hélio. Essa composição é vista como um avanço positivo, pois análises anteriores haviam descartado a presença de uma espessa atmosfera de hidrogênio, considerada menos propícia para o desenvolvimento de condições semelhantes às terrestres.

## Potencial para Água Líquida e Vida

A identificação de uma atmosfera é um passo crucial na busca por planetas que possam abrigar vida. Embora já existam mais de 6 mil exoplanetas catalogados, apenas uma fração apresenta tamanho e composição rochosa comparáveis aos da Terra. A presença de hélio, por si só, não sustenta a vida, mas abre a possibilidade de que outros gases essenciais, como nitrogênio e dióxido de carbono, também estejam presentes, aproximando sua composição da terrestre.

O planeta LHS 1140 b foi descoberto em 2017. A confirmação de sua atmosfera foi resultado de quase uma década de observações contínuas. A próxima fase da pesquisa envolverá o estudo detalhado da superfície do exoplaneta. Os cientistas acreditam que, se o efeito estufa gerado pelos gases atmosféricos for suficiente, o planeta poderá possuir oceanos de água líquida, aumentando consideravelmente seu potencial para futuras investigações sobre habitabilidade.