Brasileira de 28 anos desenvolve supertelescópio na Nasa

Astrofísica brasileira Clary do Ó, de 28 anos, desenvolve supertelescópio na Nasa para buscar vida em exoplanetas. Paulistana usa estilo vibrante para inspirar mulheres na ciência.

Brasileira de 28 anos desenvolve supertelescópio na Nasa

## Brasileira na Vanguarda da Exploração Espacial

A astrofísica brasileira Clary do Ó, de 28 anos, está se destacando na Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) no desenvolvimento de um supertelescópio revolucionário. Com sede no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), Clary dedica seus esforços à construção do Habitable Worlds Observatory, um instrumento projetado para captar imagens de exoplanetas, corpos celestes fora do nosso Sistema Solar, que são até 10 bilhões de vezes menos brilhantes que uma estrela. A expectativa é que este telescópio, com lançamento previsto para 2040, seja o primeiro a buscar ativamente por sinais de vida em planetas que orbitam outras estrelas.

## Inspiração e Desafios na Carreira Científica

Originária da Zona Sul de São Paulo, a paixão de Clary pelo universo surgiu ainda na infância, impulsionada por um livro de astronomia. Essa curiosidade floresceu durante um intercâmbio na Alemanha, levando-a a cursar astrofísica em universidades americanas, incluindo graduação na Universidade da Califórnia, doutorado na Universidade da Califórnia em San Diego, e agora um pós-doutorado na Caltech. Clary se inspira na personagem Elle Woods, de "Legalmente Loira", utilizando seu estilo vibrante, marcado pelo uso da cor rosa, como uma forma de desafiar estereótipos e demonstrar que competência e vaidade podem coexistir. Nas redes sociais, ela compartilha não apenas sua jornada científica, mas também responde a perguntas frequentes sobre carreira, machismo na ciência e a síndrome do impostor, com o objetivo de encorajar mais mulheres a seguirem carreiras em áreas tecnológicas e a serem autênticas em suas escolhas profissionais.

## A Busca por Vida Além da Terra

O interesse de Clary se concentra em exoplanetas, sistemas estelares distantes que podem abrigar mundos radicalmente diferentes do nosso. Ela ressalta a importância de estudar a arquitetura da formação desses planetas para identificar padrões que possam indicar a existência de vida. A astrofísica vê o estudo de exoplanetas como fundamental para contextualizar a Terra e o Sistema Solar em uma perspectiva cósmica mais ampla, reconhecendo a vasta diversidade de sistemas estelares e planetários que existem no universo. O Habitable Worlds Observatory representa um avanço significativo nessa busca, prometendo revelar novos horizontes na exploração espacial e na compreensão da vida fora do nosso planeta.