Saúde: Distrito de SP tem alta longevidade e mercado imobiliário aquecido

Distrito da Saúde, em São Paulo, registra alta expectativa de vida e mercado imobiliário aquecido. Lançamentos aumentam 63% e preços são 20-30% menores que na Vila Mariana.

Saúde: Distrito de SP tem alta longevidade e mercado imobiliário aquecido

O distrito da Saúde, na zona sul de São Paulo, apresenta um cenário interessante que combina alta expectativa de vida com um mercado imobiliário em ascensão. Segundo o Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo, a longevidade média dos moradores ao falecer atinge 80 anos, um indicativo positivo sobre as condições de vida na região. Apesar disso, o distrito figura na 15ª posição entre os 96 distritos da capital em indicadores de saúde gerais, demonstrando que há espaço para melhorias contínuas.

## Mercado Imobiliário Atrativo

O setor imobiliário na Saúde tem mostrado um dinamismo notável. Entre maio de 2025 e abril deste ano, foram registrados 3.408 lançamentos, um aumento expressivo de 63% em comparação com os 12 meses anteriores, conforme dados do Secovi. A região se destaca pela diversidade de perfis, incluindo bairros como Mirandópolis, Planalto Paulista e Chácara Inglesa.

Lançamentos de alto padrão, com imóveis variando entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, representaram 29% das novas unidades nos últimos 12 meses até abril. Essa faixa de preço é similar à de imóveis de padrão intermediário, entre R$ 400 mil e R$ 1 milhão, que são abundantes, especialmente ao longo da avenida Jabaquara. Essa via, um eixo de urbanização importante, é servida pela linha Azul do metrô desde os anos 1970.

## Preços Competitivos e Demanda Crescente

Hubert Carvalho, diretor de Inteligência de Produto da Canopus, descreve a Saúde como um local de "moradia por excelência", onde os habitantes "têm fortes vínculos com o lugar". Ele ressalta que os preços na Saúde são consideravelmente mais acessíveis quando comparados aos da Vila Mariana, distrito vizinho. A Saúde oferece vantagens semelhantes com um valor de metro quadrado 20% a 30% menor.

Dados do índice FipeZap de junho indicam que o metro quadrado para venda no distrito custa R$ 10.866, e para locação, R$ 49,30. Ambos os valores estão abaixo da média da cidade de São Paulo. Gabriela Domingos, economista do Grupo OLX, aponta que os preços mais acessíveis e a demanda que migra de bairros mais caros vizinhos impulsionam a região. Isso tem sustentado a valorização tanto na venda quanto na locação.

No mercado secundário, a startup Loft observou uma valorização de 4% no tíquete médio de venda de imóveis na Saúde entre janeiro e maio de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Embora a média paulistana tenha registrado um aumento maior (5,9%), o volume de vendas na Saúde apresentou uma queda de 10,8% nos mesmos períodos, segundo dados compilados a partir do pagamento do Imposto sobre Transmissões de Bens Imóveis (ITBI).