Primeira Delegacia do Brasil Sofre com Mofo e Infiltrações
Primeira delegacia do Brasil, prédio histórico de 1909 no Rio de Janeiro, sofre com infiltrações, mofo e precariedade elétrica. Condições afetam trabalho e atendimento.

A 9ª Delegacia de Polícia (Catete), localizada no Rio de Janeiro, enfrenta sérios problemas estruturais devido à deterioração de seu prédio, inaugurado em 1909 e reconhecido como a primeira construção específica para abrigar uma delegacia no Brasil. Tombado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), o edifício sofre com infiltrações intensas durante as chuvas, que forçam os funcionários a proteger equipamentos eletrônicos com plástico. As paredes apresentam mofo generalizado, e a rede elétrica improvisada ao longo dos anos já causou danos a equipamentos, como uma impressora multifuncional danificada neste ano. Pisos quebrados também representam risco de acidentes.
## Condições de Trabalho Comprometidas
Policais e funcionários relatam que as condições de trabalho na unidade, responsável por atender os bairros do Flamengo, Catete, Glória, Laranjeiras e Cosme Velho, tornaram-se inadequadas. Uma pequena reforma realizada há cerca de seis anos não solucionou os problemas crônicos de infraestrutura. A falta de manutenção adequada, aliada à precariedade da rede elétrica e à umidade, cria um ambiente insalubre e perigoso, impactando tanto os servidores quanto a população que busca os serviços da delegacia. A deterioração do imóvel compromete a funcionalidade e a segurança do local.
## Patrimônio Histórico em Risco
Projetado pelo renomado arquiteto Heitor de Mello, o prédio foi inaugurado pelo então presidente Nilo Peçanha, reunindo delegacia e quartel. Seu tombamento em 1992 visa garantir a preservação de suas características arquitetônicas, mas servidores argumentam que a manutenção precisa ser compatível com sua importância histórica. Uma nova intervenção é considerada urgente para garantir a preservação do patrimônio e, ao mesmo tempo, proporcionar condições dignas de trabalho. A Polícia Civil informou que busca providências, mas ressalta que obras em imóveis tombados exigem procedimentos específicos e complexos, com a elaboração de um relatório técnico para futuras ações.