Prefeito do Rio defende coordenação de aeroportos e critica possível retrocesso

Prefeito do Rio, Eduardo Cavalcanti, defende a atual coordenação dos aeroportos Galeão e Santos Dumont, alertando que qualquer mudança seria um retrocesso econômico e prejudicaria a recuperação do Galeão.

Prefeito do Rio defende coordenação de aeroportos e critica possível retrocesso

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalcanti, manifestou forte oposição a qualquer alteração na política de coordenação entre os aeroportos do Galeão (GIG) e Santos Dumont (SDU). Segundo o prefeito, a reversão deste modelo configuraria um "retrocesso" para a economia do estado.

Cavalcanti destacou que a atual organização da malha aérea foi fundamental para a recuperação do Aeroporto Internacional Tom Jobim (RIOGaleão), que anteriormente sofria com a queda no número de passageiros. Ele relembrou as dificuldades enfrentadas pelo Galeão antes da mudança regulatória, descrevendo a situação como "um escândalo, um absurdo, inaceitável".

Após a pandemia, o Galeão viu sua movimentação diminuir, enquanto o Santos Dumont concentrava a maior parte dos voos domésticos. Em 2023, o governo federal interveio, restringindo operações no aeroporto central para redirecionar a demanda e fortalecer o Galeão. Essa política foi mantida mesmo durante o processo de venda da concessão do aeroporto, arrematado pela espanhola Aena em março.

O prefeito reiterou que, caso a coordenação entre os aeroportos seja revista, haverá "manifestação na porta do órgão responsável". Ele projetou um crescimento expressivo para o Galeão, que teria passado de cerca de 5 milhões para quase 18 milhões de passageiros em 2025, com expectativa de atingir 20 milhões neste ano, segundo suas projeções.

Cavaliere também comentou sobre o incentivo municipal para viabilizar a rota Rio-Nova York, informando que a prefeitura destinou US$ 3 milhões, através de um fundo em parceria com o RIOGaleão, para atrair novas conexões internacionais estratégicas. O objetivo, segundo ele, transcende o turismo, visando aumentar a competitividade da cidade para atrair investimentos, gerar empregos e renda ao conectar o Rio a um dos principais centros financeiros globais.

O prefeito atribuiu parte da recuperação do Galeão à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de coordenar os aeroportos cariocas, afirmando que a medida fortaleceu o terminal sem prejudicar outros aeroportos brasileiros e posicionando o Galeão como "a principal porta de entrada do turismo internacional no Brasil". O ex-prefeito Eduardo Paes também celebrou a nova rota, ironizando a necessidade de se deslocar para Guarulhos, em São Paulo, para voos internacionais.