Prédio Histórico em Paranaguá Inicia Recuperação Após Incêndio Devastador
Obras de recuperação do Instituto de Educação de Paranaguá começam após incêndio. Fase inicial foca em limpeza e estabilização da estrutura histórica de 1927.

As primeiras ações de recuperação do Instituto de Educação Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá (PR), foram iniciadas nesta quinta-feira (16). O prédio histórico, atingido por um incêndio há pouco mais de três meses, dá os primeiros passos rumo à reconstrução. Esta fase inicial das obras foca na limpeza da área danificada, estabilização da estrutura e proteção contra intempéries, com o objetivo de salvaguardar o edifício, construído em 1927 e reconhecido pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná desde 1991.
## Primeira Etapa de Recuperação
As equipes trabalharão na remoção de materiais comprometidos e na instalação de uma cobertura temporária. O travamento e escoramento das paredes remanescentes também estão entre as prioridades. Segundo o Governo do Paraná, a intervenção visa garantir a estabilidade imediata e impedir a deterioração do patrimônio. Paulo Penteado, chefe do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá, destacou a importância do início dos trabalhos para a comunidade escolar, simbolizando o avanço concreto da recuperação.
## Busca por Patrocinadores e História do Instituto
Paralelamente às obras emergenciais, o Governo do Paraná lançou um edital para captar patrocinadores interessados em apoiar a restauração completa do prédio. O chamamento público, aberto a pessoas físicas e jurídicas até 30 de julho, oferece cotas de patrocínio com valores que variam entre R$ 60 mil e R$ 200 mil. Os recursos arrecadados serão destinados à contratação de consultoria especializada para os estudos técnicos e acompanhamento do restauro, enquanto a execução das obras continuará com verba pública.
O incêndio, ocorrido em 4 de abril, causou danos materiais significativos, mas felizmente não deixou feridos. O Instituto de Educação, tradicional na formação de professores e referência no ensino público, atende mais de 1,6 mil estudantes. Desde o sinistro, uma força-tarefa envolvendo diversas secretarias estaduais e órgãos como o Corpo de Bombeiros atua na avaliação e planejamento da recuperação, buscando manter todas as 33 turmas da instituição reunidas no mesmo local.