Pedras Milenares Formam Parque Submarino Inovador em SP
Pedras de 600 milhões de anos, com formação similar à do Pão de Açúcar, foram reaproveitadas em Santos (SP) para formar um parque submarino que protege o Emissário Submarino da cidade.

Um projeto singular no litoral de São Paulo transformou pedras com aproximadamente 600 milhões de anos em um componente essencial para a engenharia costeira. Rochas de granito gnaisse, com a mesma formação geológica encontrada no famoso Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, foram retiradas durante a escavação do maior reservatório de água tratada em formato de túnel da América Latina, localizado na Baixada Santista.
## Um Reservatório Subterrâneo
O reservatório, com capacidade para armazenar 110 milhões de litros, foi construído no interior de dois morros na região. A escavação para sua criação resultou na retirada de um volume significativo de pedras antigas. Em vez de descartar esse material, a Sabesp, responsável pela obra, optou por um aproveitamento inovador para a proteção da infraestrutura.
## Emissário Submarino Protegido
As pedras milenares foram estrategicamente utilizadas na formação do Emissário Submarino de Santos. Elas foram empregadas para amortecer o impacto das ondas e constituir a plataforma que resguarda a tubulação do emissário. Essa estrutura conecta o Morro Santa Terezinha, em Santos, ao Morro Voturuá, em São Vicente, garantindo a segurança e a funcionalidade do sistema de saneamento.
## Relevância Geológica e Engenharia
A utilização dessas rochas de 600 milhões de anos não apenas demonstra uma solução de engenharia sustentável ao reaproveitar um material extraído, mas também destaca a riqueza geológica da região. A similaridade com as formações do Pão de Açúcar confere um valor adicional à iniciativa, conectando a história geológica do Brasil em diferentes pontos do seu litoral.