MPF lança campanha de arrecadação para pessoas em situação de rua em Belém

MPF lança campanha de arrecadação de roupas e itens para pessoas em situação de rua em Belém. A ação visa suprir a falta de itens básicos identificada em abrigos e Centros Pop.

MPF lança campanha de arrecadação para pessoas em situação de rua em Belém

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou nesta quinta-feira (9) uma campanha de arrecadação de roupas e itens essenciais para pessoas em situação de vulnerabilidade social em Belém, capital paraense. A ação, promovida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) no Pará, busca amenizar as dificuldades enfrentadas por essa população, que tem crescido significativamente na cidade.

As doações podem ser entregues na sede do MPF, localizada no bairro do Umarizal, em Belém, e incluem peças de vestuário como camisetas, bermudas, calças e camisas, tanto para adultos quanto para crianças, em modelos masculino e feminino. A campanha também pode receber informações via WhatsApp da assessoria de comunicação do MPF. As coletas ocorrem de segunda a sexta-feira, entre 8h e 18h.

A iniciativa surge após fiscalizações realizadas em maio deste ano em abrigos públicos e Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop). Durante as inspeções, foi constatada a ausência de fornecimento de roupas e kits de higiene pelo poder público, além da falta de lavanderias solidárias e locais seguros para guarda de pertences.

O cenário de aumento da população em situação de rua em Belém é alarmante. Um levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas para Pessoas em Situação de Rua aponta um crescimento superior a 500% entre 2018 e 2025. A campanha do MPF conta com a parceria da arte-educadora social Naraguassu Pureza e visa oferecer um suporte básico e dignidade a essa parcela da população.

Em paralelo, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, sob críticas, um projeto de lei que regulamenta a internação involuntária para pessoas em situação de rua. O texto, que ainda aguarda sanção governamental, visa estabelecer diretrizes para esse tipo de medida, gerando debate sobre os direitos e o acolhimento dessa população.