Moradores Denunciam Envenenamento de Amendoeiras Históricas na Urca

Moradores da Urca denunciam envenenamento de amendoeiras históricas na Avenida Portugal. Árvores replantadas diversas vezes morrem; associação busca câmeras para identificar culpados.

Moradores Denunciam Envenenamento de Amendoeiras Históricas na Urca

Moradores do bairro da Urca, na Zona Sul do Rio de Janeiro, estão em alerta e indignados com uma série de envenenamentos que têm afetado as amendoeiras da Avenida Portugal. A Associação de Moradores da Urca (Amourca) registrou um boletim de ocorrência policial diante da suspeita de que as árvores, localizadas em uma área protegida por tombamento paisagístico, estejam sendo deliberadamente danificadas. Segundo relatos da associação, as plantas já foram replantadas mais de cinco vezes desde o início dos incidentes, em 2022, mas invariavelmente acabam morrendo após novas intervenções suspeitas.

## Danos Repetidos e Histórico de Conflitos

A situação alarmante começou há cerca de dois anos, quando três canteiros na Avenida Portugal tiveram suas árvores removidas. Na ocasião, indivíduos que se identificaram como funcionários da Secretaria Municipal de Conservação foram os responsáveis pela retirada das plantas. Após negociações com a Prefeitura, dois dos canteiros foram reabertos no ano seguinte. Contudo, o problema persistiu mesmo após o replantio de novas mudas, com o apoio da Fundação Parques e Jardins.

Aurimar Prazeres, presidente da Amourca, expressou a frustração da comunidade. "Desde então, já replantamos as árvores mais de cinco vezes, mas elas acabam sendo envenenadas. Não sabemos quem está fazendo isso. Agora vamos lutar para descobrir quem está por trás disso e reabrir o terceiro canteiro", declarou. A associação considera os atos um crime contra o patrimônio paisagístico e a identidade visual do bairro.

## Busca por Soluções e Preservação da Paisagem

Em resposta aos constantes danos, a Amourca planeja instalar câmeras de monitoramento na Avenida Portugal com o objetivo de flagrar os responsáveis pelos envenenamentos. Além disso, a entidade pretende reativar as discussões sobre a reabertura do terceiro canteiro, que permanece fechado. A luta dos moradores transcende a simples preferência por uma espécie arbórea; trata-se da preservação de uma paisagem que define a orla da Urca e que é parte integrante do tombamento paisagístico da região.

Os moradores defendem que, independentemente da opinião individual sobre as amendoeiras, elas fornecem sombra e são um elemento visual característico da área. A preservação dessas árvores é vista como essencial para a manutenção da identidade do bairro e para a proteção de um bem paisagístico tombado, que representa um elo histórico e ambiental para a Urca.