Max Russi critica atraso em obras do BRT e fala em caos no trânsito
Deputado Max Russi critica atrasos em obras do BRT em MT e aponta caos no trânsito como consequência. Cobrança por agilidade e problemas contratuais são destacados.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), expressou nesta segunda-feira (13) sua insatisfação com os constantes atrasos nas obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT), em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo o parlamentar, a população mato-grossense tem vivenciado um "caos no trânsito" diário devido à paralisação e à falta de conclusão do modal.
## Prazos descumpridos e papel do Legislativo
Russi destacou que a Assembleia Legislativa tem atuado ativamente na cobrança por agilidade na entrega da obra, que já ultrapassou diversos prazos estabelecidos pelo Governo do Estado. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) e o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), já haviam definido junho como data limite para a conclusão da primeira fase do projeto, uma meta que não foi alcançada.
O deputado enfatizou que o papel do Legislativo é fiscalizar e cobrar, e que a Casa de Leis tem cumprido essa função. "A Assembleia tem feito a sua parte. Tem cobrado bastante, esse é o papel do Legislativo. A gente não executa obras, não faz entregas", afirmou Russi, ressaltando que os congestionamentos e os transtornos no tráfego afetam a rotina de todos os cidadãos, desde quem sai cedo para trabalhar até quem retorna tarde para casa.
## Contrato único e dificuldades na mão de obra
O presidente da ALMT relembrou que, em fevereiro de 2025, quando o contrato com o Consórcio BRT foi rompido, ele havia sugerido que os serviços e licitações fossem divididos em lotes. A intenção era evitar que o projeto ficasse dependente de uma única empresa e mitigar os riscos de paralisação em caso de dificuldades. Contudo, essa proposta não foi acatada pelo governo.
A Lotufo Engenharia e Construções venceu a licitação com uma proposta de R$ 128 milhões. Sob o modelo de contratação integrada, a empresa ficou responsável por todo o escopo do projeto, desde a elaboração dos projetos executivos até a construção de três terminais (Várzea Grande, CPA e Porto) e do Centro de Controle Operacional (CCO). "Se essa empresa, por mais estruturada que seja, encontra dificuldade no mercado de mão de obra, todo o trecho fica parado. A solução que a gente defendeu lá atrás era de que fosse fracionado, para que tivéssemos menos problemas com essa obra", lamentou Russi.