Maceió: Terceira cidade brasileira com mais desalojados por desastres climáticos

Maceió é a 3ª cidade do Brasil com mais desalojados por desastres climáticos, com mais de 102 mil pessoas afetadas entre 2014-2024. Defesa Civil afirma que investimentos recentes melhoraram a situação.

Maceió: Terceira cidade brasileira com mais desalojados por desastres climáticos

Maceió figura como a terceira cidade do Brasil com o maior número de pessoas que precisaram deixar suas residências entre 2014 e 2024 em decorrência de desastres climáticos. O levantamento, que considera um período de dez anos, indica que mais de 102 mil moradores da capital alagoana foram desalojados ou ficaram desabrigados. Apenas São Leopoldo e Canoas, no Rio Grande do Sul, apresentam números superiores, com cerca de 209 mil pessoas em situação semelhante cada.

## Ranking Regional e Causas

No cenário regional do Nordeste, Maceió lidera o ranking, superando cidades como Cícero Dantas (BA) e Barreiros (PE), que registraram aproximadamente 51 mil pessoas afetadas. Os dados são fruto de um estudo realizado por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), utilizando informações do Atlas Digital de Desastres e do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Além do alto número de desalojados, a pesquisa aponta sete mortes associadas a eventos climáticos extremos na capital alagoana no mesmo período. Especialistas ressaltam que a ocupação desordenada do solo, a vulnerabilidade social e deficiências na infraestrutura urbana agravam os impactos das chuvas, não se tratando apenas de fenômenos naturais.

## Resposta da Defesa Civil e Investimentos

A Defesa Civil de Maceió, em nota, reconheceu que o levantamento abrange uma década, mas ressaltou que a situação atual da cidade difere dos dados apresentados. O órgão municipal destacou um aumento nos investimentos recentes em monitoramento, obras estruturantes, mapeamento de áreas de risco e ações preventivas. Segundo a Defesa Civil, os números refletem tanto a vulnerabilidade histórica quanto o aprimoramento da capacidade municipal de identificar e registrar ocorrências, com melhoria nos indicadores de prevenção nos últimos cinco anos. Atualmente, cerca de 230 áreas de risco geológico e hidrológico são monitoradas na capital, com investimentos de aproximadamente R$ 160 milhões em cerca de 50 obras de proteção e contenção. Ações preventivas como instalação de lonas, limpeza de drenagem e monitoramento meteorológico contínuo também são executadas, com emissão de alertas baseados em volume de chuva, saturação do solo e previsões.