Haddad Amplia Meta de Calçadas em SP e Cobra Proprietários
Prefeitura de São Paulo amplia meta de calçadas para 1 milhão de m² até 2016, investindo R$ 40 milhões e cobrando proprietários de imóveis irregulares.

A gestão do prefeito Fernando Haddad em São Paulo anunciou uma ampliação significativa nas metas de reforma e construção de calçadas, visando revitalizar ou criar 1 milhão de metros quadrados de passeios até o final de 2016. A iniciativa, que demandará um investimento de R$ 40 milhões, priorizará bairros mais afastados do centro da cidade, onde a infraestrutura de calçadas é precária ou inexistente. Esta nova meta representa um acréscimo em relação ao objetivo inicial da administração, que previa a recuperação de 850.000 m².
## Recuperação e Fiscalização
A estratégia da prefeitura inclui um plano de cobrança para proprietários de imóveis cujas calçadas estejam irregulares. Segundo o anúncio, proprietários em áreas selecionadas serão notificados e terão um prazo de 60 dias para realizar os reparos necessários. Caso não cumpram a exigência, poderão ser multados em R$ 300 por metro linear de calçada irregular. Se a reforma não for efetuada mesmo após a multa, a prefeitura poderá realizar a obra e cobrar o custo total do proprietário, visando recuperar cerca de 85% do investimento público.
O prefeito Haddad reconheceu a dificuldade na fiscalização e a necessidade de aperfeiçoar o sistema de cobranças. "Não adianta multar e não cobrar. Por isso é que essa metodologia é melhor", afirmou, explicando que o objetivo principal é a adequação dos passeios, e não a arrecadação. Se os proprietários realizarem os reparos por conta própria dentro do prazo, a multa é dispensada, reforçando o foco na solução do problema.
## Foco na Periferia e Metas Futuras
Cerca de 60% dos R$ 40 milhões destinados ao programa serão aplicados na construção de novas calçadas em regiões periféricas, como Capela do Socorro, Parelheiros (zona sul) e Itaim Paulista (zona leste). A escolha dessas áreas levou em consideração reclamações de moradores e a necessidade de infraestrutura básica. O prefeito declarou o objetivo de "zerar" o número de vias sem calçadas na cidade até o fim de seu mandato em 2016.
Embora não haja um dado oficial consolidado sobre a extensão total de calçadas em São Paulo – estimada em cerca de 34 mil km lineares considerando ambos os lados das vias –, a expectativa é que aproximadamente 2% dos passeios da cidade passem por obras até o final de 2016. A iniciativa se alinha à visão da gestão de priorizar o transporte não motorizado e o pedestre, buscando uma cidade mais acessível e segura para todos.