Greve na CPTM: Linhas de trem em SP normalizam operação após fim de paralisação

Linhas 10, 11, 12 e 13 da CPTM em SP normalizam operação após fim da greve. Sindicato encerra paralisação após proposta do governo, que garante manutenção de empregos.

Greve na CPTM: Linhas de trem em SP normalizam operação após fim de paralisação

As linhas de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo voltaram a operar normalmente na noite desta quarta-feira (5), após o fim da greve deflagrada pelos ferroviários. As linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade já circulam sem restrições.

A paralisação, que teve início à meia-noite de terça-feira (4), afetou a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Durante a greve, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a manutenção de ao menos 80% da operação nos horários de pico e 60% nos demais períodos. No entanto, segundo a CPTM, na manhã de terça, apenas 67% do efetivo previsto estava em atividade.

## Fim da Greve e Reivindicações

A greve foi encerrada após uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Ferroviários. De acordo com o sindicato, 131 trabalhadores votaram pelo retorno ao trabalho, enquanto 26 defenderam a continuidade da paralisação. A deliberação para o fim da greve ocorreu após o Governo do Estado apresentar uma proposta que, segundo o sindicato, contempla avanços nas reivindicações da categoria, especialmente em relação às garantias buscadas durante o processo de concessão das linhas.

O sindicato reafirmou que a mobilização teve como objetivo a defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores, além da garantia de um transporte público de qualidade. No entanto, o G1 aponta que a principal reivindicação era a reestatização das linhas repassadas à iniciativa privada ou a manutenção dos 4.700 empregos dos funcionários da CPTM, que passam por um plano de demissão voluntária. O sindicato afirmou que o governo não apresentou garantia concreta por escrito sobre a manutenção de todos os empregos.

## Posicionamento do Governo e Concessão das Linhas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou que haverá demissão de ferroviários após a concessão das linhas 11, 12 e 13 à iniciativa privada. Ele assegurou que o governo do estado está investindo na modernização do serviço e que a manutenção do emprego dos ferroviários será realizada. Tarcísio criticou o movimento grevista, classificando-o como uma "instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem", e afirmou que o governo se manteve aberto ao diálogo.

O governo estadual, em nota, declarou que a greve foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso de não demitir funcionários durante o período de realocação. A paralisação foi classificada como uma decisão unilateral do sindicato, baseada em desinformação e com prejuízos a quase 1 milhão de passageiros diariamente. O governo reforçou que a concessão visa melhorar os serviços, eliminar problemas de infraestrutura e trazer novas tecnologias para o sistema.

A greve também afetou o trânsito na capital paulista, com a suspensão do rodízio e pico de congestionamento superior a 720 km. As linhas concedidas, segundo o governo, estavam operando normalmente.