Greve de ônibus no Rio pode retornar; assembleias definem futuro

Rodoviários e empresas de ônibus no Rio de Janeiro realizam assembleias nesta terça-feira para decidir sobre reajuste salarial e a possibilidade de nova greve.

Greve de ônibus no Rio pode retornar; assembleias definem futuro

Uma semana após a suspensão temporária da greve dos rodoviários, o transporte por ônibus no Rio de Janeiro volta a viver um momento de indefinição. Trabalhadores e empresários realizam assembleias nesta terça-feira (7) para avaliar os rumos da campanha salarial.

Enquanto o Sindicato dos Rodoviários (Sintrucad-Rio) considera a proposta de reajuste salarial apresentada pelas empresas aquém das reivindicações da categoria, o Rio Ônibus, que representa os empregadores, também discute internamente a possibilidade de apresentar uma nova oferta.

O Sindicato dos Rodoviários realizará sua assembleia às 16h, na sede da entidade, em Rocha Miranda. Na ocasião, a categoria deliberará sobre a proposta feita pelas empresas durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), na segunda-feira (6). Nesta audiência, o Rio Ônibus elevou a oferta de reajuste de 4,39% para 4,5% e incluiu a concessão de cesta básica aos trabalhadores.

Contudo, a oferta foi recebida com críticas pelo sindicato. O presidente do Sintrucad-Rio, Sebastião José, declarou que a proposta não representa um avanço significativo e que não pretende defendê-la na assembleia. Ele indicou que, caso não haja um "avanço significativo", a proposta pode ser recusada, e a possibilidade de uma nova greve dependerá da decisão dos trabalhadores. A principal demanda da categoria é um reajuste salarial de 17% e um piso salarial de R$ 4 mil.

Por outro lado, o Rio Ônibus também se reunirá com suas empresas associadas para debater a possibilidade de uma nova proposta salarial. Essa discussão atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do TRT, que sugeriram um reajuste de ao menos 5%, percentual similar ao concedido recentemente a motoristas de outras cidades da região metropolitana. O presidente do Rio Ônibus, João Gouveia, argumentou que a situação financeira das empresas, com receitas e subsídios menores em comparação a 2023, dificulta a concessão de reajustes maiores.