Governo de SP ameaça romper contrato com concessionária de trens
Governo de SP pode romper contrato com Trivia Trens após falhas graves que causaram caos em linhas de trem. Empresa diz apurar falha elétrica.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou nesta quinta-feira (23) que o governo estadual poderá romper o contrato de concessão com a empresa Trivia Trens caso ela não cumpra as obrigações contratuais. A afirmação surge após uma série de falhas graves que causaram caos nas linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade do trem metropolitano, apenas três dias após a empresa iniciar a operação desses ramais.
## Falhas e Caos nas Linhas
Na manhã de quinta-feira, um problema elétrico em uma composição da linha 12-safira, ocorrido entre as estações Tatuapé e Brás por volta das 5h40, provocou a paralisação das linhas 11, 12 e 13. A subestação que alimentava a linha 12 foi desligada por segurança, impactando as demais. O incidente gerou transtornos significativos, com passageiros precisando andar pelos trilhos e buscar rotas alternativas por avenidas. A situação só foi normalizada no início da tarde.
A concessionária Trivia Trens informou que a causa da falha está sob apuração técnica rigorosa e que a ocorrência teve origem em um problema elétrico. A empresa reiterou sua capacidade técnica e operacional, afirmando estar à disposição para cooperar com o governo e a Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo), priorizando a segurança e a qualidade do serviço.
## Reação do Governo e Futuro da Concessão
Em entrevista em Ourinhos, Tarcísio de Freitas classificou o ocorrido como "inaceitável" e ressaltou que a intenção da concessão é a melhoria do serviço, não a desassistência ao cidadão. "Acho que a empresa precisa se preparar melhor para assumir esse encargo", afirmou o governador. Ele assegurou que, se a empresa não cumprir o contrato, as sanções serão aplicadas, e o governo não hesitará em decretar a caducidade da concessão.
O governo estadual já havia anunciado que, devido aos problemas, a Artesp devolverá a operação das três linhas à estatal CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos) por um período de 90 dias, a partir desta sexta-feira (24).
O governador também mencionou os investimentos previstos de R$ 14,7 bilhões para as três linhas, que enfrentam problemas históricos como a falta de acessibilidade em estações e elevadores inoperantes. Ele destacou que a solução para problemas de décadas não ocorrerá em poucos dias, mas que a expectativa é de melhorias com os investimentos planejados.