Disputa por Ciclovias Aumenta com Bicicletas Elétricas e Patinetes
Aumento de bicicletas elétricas e patinetes em ciclovias de SP causa conflitos. Prefeitura busca regulamentação para garantir segurança e convivência entre modais.

A convivência nas ciclovias de São Paulo tornou-se mais tensa com a proliferação de bicicletas elétricas, patinetes e monociclos. Esses veículos autopropelidos, mais velozes e pesados que as bicicletas tradicionais, têm gerado atritos com ciclistas convencionais, que relatam pressões e xingamentos em vias estreitas. O número de bicicletas elétricas no Brasil disparou de 7.600 para 284 mil entre 2016 e 2024, enquanto patinetes e similares somam cerca de 850 mil unidades.
Diante desse cenário, a Prefeitura de São Paulo iniciou em maio uma consulta pública para regulamentar a circulação desses modais. A proposta busca estabelecer limites de velocidade e regras de convivência, mas o debate se estende sobre como garantir a segurança de todos os usuários da infraestrutura cicloviária, incluindo entregadores que dependem desses veículos para trabalhar.
A regulamentação proposta visa definir velocidades máximas, com o objetivo de reduzir acidentes e colisões. Especialistas apontam que a diferença de velocidade entre os diferentes tipos de veículos pode ser um fator de risco, e a discussão inclui a possibilidade de adaptar os limites de velocidade nas vias para acomodar a diversidade de modais.