Copacabana: Caos, Venda Ilegal e Barulho Dominam Orla

Copacabana enfrenta caos com comércio ilegal, poluição sonora e tráfego de motos elétricas no calçadão. Moradores e turistas reclamam da falta de fiscalização e segurança. Prefeito promete operação de ordenamento.

Copacabana: Caos, Venda Ilegal e Barulho Dominam Orla

O icônico calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, tem se tornado um cenário de desordem e atividades ilegais nas últimas semanas. A falta de fiscalização efetiva na Avenida Atlântica tem permitido a proliferação de poluição sonora com caixas de som potentes, circulação proibida de motos elétricas e a venda ambulante de produtos sem controle sanitário ou licença.

A atmosfera festiva, com sósias de artistas e ambulantes oferecendo culinária estrangeira, atrai visitantes, mas também serve de fachada para a ação de traficantes. Incidentes como a prisão de um suspeito com entorpecentes e a quase ocorrência de atropelamentos por veículos elétricos na calçada evidenciam a insegurança e a ausência de controle.

Moradores e frequentadores relatam a ineficácia dos alertas da prefeitura, como QR Codes em placas, diante da facilidade de instalar pontos de venda sem autorização. A migração de trabalhadores de outros países, atraídos pela oportunidade de lucro com o turismo, agrava a situação, com muitos iniciando atividades sem a devida regularização.

## Comércio Ilegal e Falta de Segurança

A venda informal de bebidas e alimentos, muitas vezes sem vistoria sanitária, é uma alternativa comum para trabalhadores informais, especialmente durante a alta temporada turística. Relatos indicam a ausência de agentes públicos atuando no trecho mais movimentado da praia após as 22h, contrastando com operações municipais focadas em outras áreas, que resultaram na apreensão de alimentos estragados.

O vereador William Siri aponta a burocracia e a falta de transparência na concessão de licenças como um dos entraves para quem deseja atuar legalmente. Essa dificuldade cria um vácuo que favorece a desordem e a venda de produtos irregulares.

## Impacto e Promessas de Ação

O comércio clandestino prejudica não apenas a segurança dos consumidores, mas também os quiosques e vendedores legalizados. Casos de furtos, como o de cadeiras de um barraqueiro, demonstram a crescente sensação de insegurança na orla, com investigações policiais em andamento.

Promessas antigas de monitoramento tecnológico, como o uso de drones e câmeras, ainda não se concretizaram. Em resposta à crescente desordem, o prefeito Eduardo Cavaliere anunciou uma nova operação de ordenamento urbano para a orla da Zona Sul, com foco em Copacabana, Ipanema e Leblon, embora uma data de início ainda não tenha sido definida.