Arquiteto alertou sobre risco de prédio histórico horas antes de desabar
Arquiteto alertou sobre risco de desabamento de prédio histórico em Belém horas antes do colapso. Edificação apresentava sinais de deterioração visíveis.

Horas antes do desabamento de um prédio histórico na rua 13 de Maio, bairro da Campina, em Belém, um alerta emitido pelo arquiteto Jeová Barros ganhou destaque. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o profissional registrou o estado crítico da edificação, apontando rachaduras profundas, infiltrações e desprendimento de materiais na fachada como sinais claros de um desastre iminente.
O imóvel, que abrigava quatro lojas comerciais no térreo e servia como depósito nos andares superiores, teve seu colapso previsto pelo arquiteto, que há mais de 15 anos pesquisa casarões históricos no Pará e conhece a vulnerabilidade dessas estruturas.
## Causas e Consequências
Segundo Barros, o desabamento não foi uma surpresa. Ele explica que o sítio histórico de Belém, especialmente os bairros da Cidade Velha e da Campina, possui muitos imóveis do início do século XX que passam por adaptações constantes para abrigar diversos tipos de comércio. Contudo, essas reformas raramente seguem as normas de conservação, sobrecarregando estruturas que necessitam de cuidados especiais.
Intervenções comuns e prejudiciais incluem a remoção de pontos de apoio das paredes para ampliar espaços internos, a instalação de escadas e aparelhos de ar-condicionado, além do acúmulo de mercadorias nos andares superiores, originalmente projetados apenas para fins residenciais. Esses fatores, combinados, comprometem a integridade dos edifícios.
## A Importância da Conservação
O arquiteto ressalta que a conservação de prédios históricos exige ações contínuas e não pode ser vista como um gasto eventual. Manutenções como reforços estruturais, conservação da cobertura e controle de escoamento de águas pluviais são essenciais para evitar que a umidade comprometa progressivamente a estrutura. No entanto, muitos proprietários encaram os imóveis apenas como fonte de renda, ignorando a responsabilidade de preservação.