Influenciadora Káh Felipe morre aos 29 anos após lutar contra câncer raro
Influenciadora Káh Felipe, diagnosticada com Xeroderma Pigmentoso e câncer em estágio terminal, morre em Fortaleza. Ela compartilhava sua rotina e conscientizava sobre a doença rara.

A influenciadora digital Káh Felipe, conhecida por compartilhar sua jornada de superação e conscientização sobre o Xeroderma Pigmentoso, faleceu nesta sexta-feira (24) em Fortaleza, aos 29 anos. A notícia foi confirmada através de seu perfil oficial nas redes sociais, onde Káh acumulava mais de 750 mil seguidores.
## Luta contra doença rara e câncer
Káh Felipe foi diagnosticada com Xeroderma Pigmentoso, uma doença genética rara que causa extrema sensibilidade à radiação ultravioleta e aumenta significativamente o risco de câncer de pele. Ao longo de sua vida, ela passou por mais de 250 procedimentos cirúrgicos para a remoção de lesões decorrentes da condição. Em maio deste ano, a influenciadora revelou aos seus seguidores que havia recebido o diagnóstico de câncer com metástase, com a doença afetando ossos, fígado e pulmão. Ela descreveu este período como um dos mais difíceis de sua vida, iniciando cuidados paliativos e se definindo como "uma paciente paliativa em fase terminal".
## Legado de força e fé
Mesmo diante do prognóstico, Káh Felipe demonstrava esperança e fé em suas publicações, compartilhando os desafios, dores e sofrimentos, mas sempre com o objetivo de continuar lutando. A religiosidade era um tema recorrente em suas postagens, onde expressava sua confiança em Deus e agradecia o apoio dos seguidores. Káh utilizava seu alcance para alertar sobre os sintomas do Xeroderma Pigmentoso, a importância do acompanhamento médico e combater a desinformação sobre a doença, que é rara, sem cura, mas passível de prevenção com proteção contra raios ultravioleta.
Ela estava internada há 18 dias devido a fortes dores e inchaço na perna esquerda, além de tratar uma pneumonia e outros problemas relacionados aos efeitos colaterais da quimioterapia. A influenciadora era casada e deixa quatro filhos. Familiares destacaram em nota que "Nossa guerreira cumpriu sua missão e deixou um legado de força, coragem e, acima de tudo, de fé. A fé era a palavra que melhor a definia. Ela acreditou até o fim e lutou com todas as suas forças, sem nunca perder a esperança". A médica havia previsto inicialmente uma sobrevida entre 6 meses e 2 anos após o diagnóstico de metástase.