Pará: Inovação na Amazônia Transforma Biodiversidade em Renda e Saúde

Pará se destaca em inovação com a floresta em pé, transformando biodiversidade em renda e saúde. UFPA desenvolve bioeconomia e IEC combate doenças tropicais.

Pará: Inovação na Amazônia Transforma Biodiversidade em Renda e Saúde

O estado do Pará tem se consolidado como um polo de inovação, demonstrando que é possível gerar desenvolvimento econômico e social com a preservação da Amazônia. Através de iniciativas conjuntas entre a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Instituto Evandro Chagas (IEC), o conhecimento gerado a partir da biodiversidade amazônica está sendo transformado em produtos, renda e avanços na saúde pública.

## Inovação e Bioeconomia na UFPA

A UFPA se destaca como uma das principais instituições de pesquisa focadas na Amazônia, atuando no desenvolvimento de uma vasta gama de produtos. Entre eles estão medicamentos, cosméticos, bioplásticos e biofertilizantes. A universidade também oferece suporte técnico a produtores locais, cooperativas e comunidades tradicionais, promovendo a chamada sociobioeconomia, um modelo que une inovação, conservação ambiental e geração de renda para a população da região.

A instituição integra o conhecimento ancestral com a ciência moderna. Por exemplo, a andiroba, planta tradicionalmente usada por suas propriedades anti-inflamatórias, está sendo pesquisada para uso em medicamentos e cosméticos. Resíduos de produtos como açaí e cacau também estão sendo aproveitados em pesquisas para a criação de novos materiais e tecnologias. A UFPA participa ainda de parcerias com centros de pesquisa avançada e programas que ampliam o investimento em inovação e bioeconomia na região.

## IEC: Referência em Saúde Pública Tropical

O Instituto Evandro Chagas, fundado em 1936 em Belém, consolidou o Pará como referência em saúde pública e medicina tropical. O instituto é estratégico no enfrentamento de doenças que afetam a Amazônia e o mundo, mantendo uma extensa coleção de vírus tropicais e conduzindo pesquisas sobre arbovírus como dengue, zika, chikungunya, febre amarela e mayaro. Esse trabalho é fundamental para identificar agentes infecciosos, entender sua disseminação e orientar ações de vigilância e prevenção.

O IEC também esteve envolvido em pesquisas e ensaios de vacinas, como a contra o rotavírus, que se tornou uma ferramenta importante de proteção infantil. Com laboratórios de biossegurança e sequenciamento genético, o instituto monitora a circulação e mutações de agentes infecciosos, identificando ameaças sanitárias antes que surtos se agravem. Adicionalmente, investiga a contaminação por mercúrio em peixes e populações ribeirinhas, fornecendo dados essenciais para a proteção das comunidades amazônicas em face de atividades como o garimpo e os impactos das mudanças climáticas.