Longevidade na Costa Rica: segredo está no apoio familiar e social

Península de Nicoya, na Costa Rica, é uma 'zona azul' onde o segredo da longevidade centenária reside no forte apoio familiar e comunitário, e não apenas na dieta ou exercícios.

Longevidade na Costa Rica: segredo está no apoio familiar e social

A Península de Nicoya, na Costa Rica, é um dos poucos locais no mundo reconhecidos como 'zona azul', áreas com uma concentração incomum de pessoas muito longevas. Estudos e visitas a mais de 50 centenários na região revelam que o segredo para uma vida longa e bem vivida parece residir menos na dieta ou exercícios e mais na forte conexão social e apoio familiar.

Os habitantes mais velhos da Península de Nicoya frequentemente são retratados em suas casas, cercados por familiares e vizinhos. Seja um filho retornando do trabalho no campo, um neto para auxiliar nos cuidados diários ou uma vizinha que aparece ao entardecer, a presença constante de companhia e suporte parece ser um fator crucial. Aos cem anos, esses indivíduos continuam a ser um centro de afeto e atividade em suas comunidades.

## O Fenômeno das 'Zonas Azuis'

O conceito de 'zonas azuis' foi popularizado pelo cientista Dan Buettner, baseado em estudos iniciais de demógrafos como Gianni Pes e Michel Poulain, que mapearam a longevidade na Sardenha, Itália. Além da Península de Nicoya, outras regiões notáveis incluem Sardenha (Itália), Okinawa (Japão), Icária (Grécia) e Loma Linda (Estados Unidos). Contudo, a região da Costa Rica se destaca particularmente pela longevidade masculina.

## Fatores Ambientais e Sociais

Dados demográficos indicam que um homem de 60 anos na Península de Nicoya tem sete vezes mais chances de atingir os cem anos do que um homem japonês. Curiosamente, essa característica de longevidade excepcional não é observada em pessoas da região que emigram, sugerindo fortemente que o ambiente local e os laços sociais desempenham um papel mais significativo do que a genética. O envelhecer bem, portanto, não é visto como um projeto solitário, mas como um benefício intrínseco ao modo de vida comunitário e de apoio mútuo.

A pesquisa aponta que o bem-estar e a longevidade dos centenários da Península de Nicoya estão diretamente ligados à sua integração social e ao sentimento de pertencimento. Estar rodeado por pessoas queridas e ter um papel ativo na família e na comunidade são elementos fundamentais que contribuem para uma vida mais longa e plena.