Ivete Sangalo e moradores da PB: Rio São Francisco, afluente de 'casas'
Ivete Sangalo celebra o Rio São Francisco em Juazeiro (BA) como "Minha casa". Na Paraíba, o acesso às águas da transposição é regulamentado e exige autorização.

O Rio São Francisco, vital para o Nordeste, é celebrado de diferentes formas por brasileiros. Na Bahia, a cantora Ivete Sangalo compartilhou em suas redes sociais, na última sexta-feira (3), momentos de lazer em Juazeiro, sua cidade natal, banhada pelo Velho Chico. Em uma publicação que emocionou fãs, a artista declarou seu carinho pelo rio, chamando-o de "Minha casa", em referência à sua ligação afetiva com a região.
As imagens mostram Ivete Sangalo aproveitando um dia ensolarado às margens do rio, em meio à paisagem do Vale do São Francisco, ao lado de amigos e até de um cachorro. O post reforça a importância cultural e pessoal do rio para a identidade da cantora e da comunidade local.
## Acesso regulamentado na Paraíba
Enquanto a cantora celebra a beleza e o afeto pelo rio, em municípios paraibanos cortados pela transposição do Rio São Francisco, o acesso às águas segue um trâmite regulamentado. Moradores de comunidades próximas às estruturas podem solicitar autorização para o uso da água, garantindo um planejamento na distribuição e priorizando o abastecimento humano.
O processo, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MIDR), envolve quatro etapas principais. Inicialmente, é preciso solicitar autorização à Operadora Estadual responsável pela gestão hídrica na Paraíba. Em seguida, o interessado deve obter o aval da Operadora Federal para instalar a estrutura de captação.
Após a autorização federal, é necessário firmar um contrato de fornecimento com a Operadora Estadual. Por fim, agenda-se com a Operadora Federal a instalação da estrutura de captação, concluindo o procedimento. A instalação de sistemas de captação sem seguir estas etapas é considerada irregular.
## Planejamento e controle
O procedimento visa controlar a operação do sistema de transposição, assegurando que a distribuição da água seja feita de forma planejada, respeitando a disponibilidade hídrica e as demandas dos estados. Anualmente, as operadoras estaduais elaboram os Planos Operativos Anuais, definindo quantidades, locais e períodos de utilização da água.
Na Paraíba, os canais principais da transposição atravessam os municípios de Monteiro, São José de Piranhas, Monte Horebe e Cajazeiras. No entanto, ramais e sistemas derivados levam as águas a dezenas de outros municípios através de adutoras e canais complementares.
A dualidade na relação com o Rio São Francisco – de afeto pessoal e necessidade de acesso regulamentado – evidencia a multifacetada importância do "Velho Chico" para o Nordeste brasileiro.