Inverno eleva gastos com roupas, alimentos e saúde em SP, diz Procon

Pesquisa do Procon-SP revela que consumidores paulistas gastam mais com roupas, alimentos típicos e medicamentos durante o inverno. Comparações de preço e cortes em lazer são estratégias adotadas.

Inverno eleva gastos com roupas, alimentos e saúde em SP, diz Procon

O período de inverno tem impactado o orçamento dos consumidores paulistas, com um aumento significativo nos gastos com roupas, alimentação e saúde. Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP revelou que agasalhos e peças de vestuário de frio lideram as despesas nesta época do ano, seguidos por alimentos e bebidas que caracterizam a estação, além de medicamentos e serviços médicos.

O levantamento ouviu 556 participantes, e a maioria relatou um aumento nas compras de roupas de inverno. Paralelamente, 334 participantes indicaram gastar mais com itens alimentícios típicos da estação, como sopas e chás. As despesas com saúde também apresentaram elevação: 185 pessoas reportaram maior gasto com medicamentos e vacinas, enquanto 97 mencionaram um aumento em serviços médicos e hospitalares. Adicionalmente, 84 consumidores afirmaram ter um consumo maior em restaurantes, rodízios e buffets.

## Estratégias e Impacto no Orçamento

Diante do cenário, o diretor-executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti, recomenda a comparação de preços, especialmente no ambiente online, como uma estratégia eficaz para economizar. A pesquisa também observou uma tendência de redução em gastos com viagens e lazer, uma vez que as famílias priorizam recursos para as despesas essenciais de inverno.

O aumento na procura por roupas de inverno é notável em diversas regiões do estado. Comerciantes apontam os casacos como itens de alta procura, com preferência por peças versáteis e de cores neutras. A busca por ofertas, como em feiras de moda com preços de fábrica, tem sido uma alternativa para consumidores como o empresário Lucas Botelho, que busca renovar o guarda-roupa de forma mais econômica.

## Saúde e Consumo Típico de Inverno

A maior circulação de vírus respiratórios nesta época do ano também contribui para o aumento das despesas com medicamentos. Relatos como o da empregada doméstica Rosângela Duarte, que gastou quase R$ 200 a mais com antigripais após ela e o marido ficarem doentes, ilustram essa realidade.

A farmacêutica Rafaela Padilha confirma o acréscimo na procura por vacinas contra a gripe, além de vacinas pneumocócica 20 e contra o vírus sincicial respiratório. Os preços das vacinas variam, com a da gripe entre R$ 70 e R$ 80, e a contra pneumonia entre R$ 300 e R$ 400.

Quanto aos alimentos típicos de inverno, os supermercados, festas juninas, julinas e quermesses são os locais mais citados para a compra. Cerca de 28% dos entrevistados têm o hábito de frequentar esses eventos tradicionais, que movimentam o comércio local e reforçam os gastos com alimentação durante a estação.