GPTW: Perfil de quem trabalha nas melhores empresas do Rio

Pesquisa do Great Place To Work revela perfil de funcionários das melhores empresas do Rio: aumento de faixa etária e tempo de casa, mas queda na liderança feminina. Qualidade de vida lidera motivos para permanência.

GPTW: Perfil de quem trabalha nas melhores empresas do Rio

Uma análise aprofundada do perfil dos profissionais que atuam nas empresas mais bem avaliadas para se trabalhar no Rio de Janeiro, segundo o ranking do Great Place To Work (GPTW), aponta para algumas transformações significativas. A pesquisa, que ouviu os próprios funcionários, detectou uma evolução moderada na faixa etária dos participantes em comparação com o ano anterior. Os grupos etários de 34 a 44 anos e de 45 a 54 anos registraram um aumento de dois pontos percentuais em sua representatividade, alcançando 32% e 17% do total de entrevistados, respectivamente. O segmento de profissionais com até 25 anos manteve sua participação em 16%, enquanto os trabalhadores com 55 anos ou mais viram sua representação cair para 6%, um ponto percentual a menos que no período anterior.

No que diz respeito ao tempo de permanência nas organizações, observa-se um crescimento no contingente de colaboradores com vínculo entre seis e dez anos, que agora representam 16% do total, um avanço de dois pontos percentuais. Outros grupos, como os com dois a cinco anos de casa (33%), 11 a 15 anos (7%), 16 a 20 anos e mais de 20 anos (ambos com 3%), permaneceram estáveis. Um dado relevante é a diminuição de dois pontos percentuais no grupo de empregados com até dois anos de contrato, que agora soma 38% dos trabalhadores.

## Liderança Feminina em Queda

A análise da composição da liderança nas empresas premiadas trouxe um dado preocupante: a redução da participação feminina nos cargos de comando. Nas posições de alta liderança, a presença de mulheres recuou seis pontos percentuais, caindo para 24%. Na média liderança, a queda foi de cinco pontos, passando de 43% para 38%. Em outros níveis de liderança, a participação feminina também diminuiu, passando de 46% para 42%.

## Motivações para Permanência

Quando questionados sobre os fatores que os levam a permanecer em suas empresas, os funcionários apontaram a qualidade de vida como principal motivo, citada por 35% dos entrevistados. Em seguida, aparecem as oportunidades de crescimento profissional (34%) e a remuneração e benefícios (15%). O alinhamento de valores foi mencionado por 12% dos participantes, e a estabilidade, por 5%.

Em comparação com o ano anterior, a oportunidade de crescimento registrou um leve avanço de um ponto percentual, e a remuneração e benefícios, um aumento de três pontos. A qualidade de vida e a estabilidade mantiveram seus índices de 35% e 5%, respectivamente. Por outro lado, o fator alinhamento de valores sofreu uma queda expressiva de quatro pontos percentuais.

## Critérios de Avaliação e Metodologia

O ranking do GPTW leva em consideração cinco pilares centrais: credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem. A credibilidade avalia a confiança dos funcionários na liderança, abrangendo comunicação, competência e integridade. O respeito foca na percepção de valorização e no suporte oferecido pela organização. A imparcialidade analisa se o tratamento dispensado aos colaboradores é justo, sem discriminações. O orgulho mede o sentimento de satisfação em trabalhar na empresa e o reconhecimento do impacto social de seu trabalho. Por fim, a camaradagem avalia o espírito de equipe e o suporte mútuo entre os colegas.

A metodologia para compor o ranking envolve a aplicação de um questionário com 60 perguntas aos funcionários. Para serem certificadas, as empresas precisam atingir uma nota igual ou superior a 70%. Companhias que desejam figurar no ranking estadual devem, primeiramente, ser certificadas e, em seguida, cumprir uma etapa adicional que envolve o preenchimento de questionários sobre dados demográficos e práticas culturais, conforme explica Daniela Diniz, diretora de Comunicação e Relações Institucionais do GPTW Brasil.