Empresas Aéreas Buscam Ampliar Operações em Congonhas à Noite
Empresas aéreas buscam voos noturnos em Congonhas (SP), gerando protestos. Disputas internas na Funcef e controvérsias no mercado financeiro também marcam a semana.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), representando as três maiores companhias do setor, estuda a possibilidade de estender as operações no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para além do horário permitido atualmente, que vai até as 23h. A justificativa oficial seria para pousos de emergência, mas a iniciativa já acende um alerta entre moradores e autoridades.
O deputado federal Jilmar Tatto (PT) protocolou um pedido de audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. A solicitação atende à pressão de associações de moradores dos bairros Vila Mariana e Vila Nova Conceição, regiões próximas a Congonhas. Os grupos argumentam que a ampliação dos horários de voo comprometerá o direito ao descanso, à saúde e à qualidade de vida dos residentes, que já lidam com o barulho constante das aeronaves.
## Precedente Perigoso para Outras Capitais
A possibilidade de voos noturnos em Congonhas, um dos aeroportos mais movimentados do país e localizado em área densamente povoada, levanta preocupações sobre a criação de um precedente. Especialistas e críticos temem que essa abertura possa ser replicada em outros aeroportos de capitais brasileiras, intensificando conflitos entre a expansão aeroportuária e o bem-estar das populações urbanas. A discussão transcende a esfera paulistana e pode impactar a vida em diversas metrópoles.
## Fundo de Pensão e Disputas Internas
Nos corredores da Funcef, o fundo de pensão dos servidores da Caixa Econômica Federal, as tensões internas ganham destaque. Relatos indicam uma disputa velada entre o presidente Ricardo Pontes e o diretor de Investimentos e Participações, Joaquim Cruz, este último apontado como apadrinhado pelo PT. A situação gerou movimentações nos bastidores, com relatos de tentativas de aproximação com a imprensa por parte de prepostos ligados a um dos diretores, buscando informações sobre o cenário interno.
## Controvérsias e Acusações no Mercado Financeiro
O cenário financeiro brasileiro também é palco de discussões. Ricardo Lacerda, controlador da BR Partners, está sob escrutínio de agentes do mercado. Sua atuação tem sido alvo de críticas veladas, com impressões digitais suas sendo associadas a reportagens negativas contra supostos rivais. Lacerda, com longa trajetória no mercado, é conhecido por uma postura que, segundo críticos, não prioriza a gestão de conflitos de interesse, apesar de sua imagem pública. Paralelamente, a investigação sobre o caso CredCesta, envolvendo o Banco Master e a família Kruschewsky na Bahia, continua a gerar desdobramentos. A Polícia Federal busca esclarecimentos sobre R$ 54 milhões repassados pelo Master a um escritório ligado a Eugênio Kruschewsky.
## Cenário Político no Paraná
No Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) enfrenta decisões cruciais sobre a sucessão estadual. Após sua viagem a Orlando, nos Estados Unidos, a candidatura de seu indicado, Sandro Alex, que aparece com 5% das intenções de voto em pesquisa recente, tornou-se incerta. O retorno do governador na sexta-feira é aguardado para definir se ele apoiará integralmente a campanha ou buscará uma nova opção. A pesquisa em questão também gerou controvérsia, sendo alvo de ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por incluir uma pergunta sobre a preferência do ex-prefeito Rafael Greca como candidato apoiado pelo governador.