Cobrança de curtidas de funcionários: especialistas debatem limites

Especialistas debatem se empresas podem exigir que funcionários curtam ou compartilhem posts. Advogados afirmam que legislação não obriga, e cobranças podem gerar questionamentos judiciais.

Cobrança de curtidas de funcionários: especialistas debatem limites

Uma influenciadora gerou debate ao sugerir a demissão de funcionários que não curtem ou compartilham publicações da empresa nas redes sociais. Segundo especialistas em direito trabalhista, a legislação não obriga os empregados a engajar com conteúdos corporativos em perfis pessoais. Embora as empresas possam incentivar esse tipo de interação, transformá-la em exigência ou critério de punição pode gerar questionamentos judiciais.

Advogados explicam que o poder de direção do empregador encontra limites nos direitos à privacidade e à vida pessoal do trabalhador. A exigência de engajamento em redes sociais pode ser considerada invasão, a menos que a função do empregado esteja diretamente ligada à gestão de mídias sociais ou comunicação.

Empresas podem visualizar conteúdos públicos de funcionários, mas não têm autorização para monitoramento irrestrito ou para exigir acesso a perfis privados. A atuação deve se ater às atividades profissionais, sem invadir a esfera pessoal.