Alagoas tem 2ª menor informalidade juvenil no Nordeste
Alagoas tem a 2ª menor taxa de informalidade juvenil no Nordeste e se destaca na formalização de empregos, com jovens preenchendo a maioria das novas vagas.

Alagoas se destaca na região Nordeste ao apresentar a segunda menor taxa de informalidade entre jovens de 15 a 29 anos em 2025. Segundo um levantamento da Secretaria Nacional da Juventude, o percentual de jovens alagoanos sem carteira assinada foi de 59,1%. Apenas o Rio Grande do Norte registrou um índice inferior na região, com 53,4%.
## Desempenho Regional e Nacional
O estudo aponta o Maranhão como o estado com a maior taxa de informalidade juvenil no Nordeste, atingindo 71,2%, seguido pelo Piauí (66,7%). Em comparação nacional, Alagoas figura na 16ª posição. Estados como Santa Catarina (29,5%) e Rio Grande do Sul (36,4%) lideram o ranking de menor informalidade no país.
Entre 2021 e 2025, a taxa de informalidade para jovens no Brasil recuou 4,9 pontos percentuais, passando de 64% para os atuais 59,1%. A informalidade, conforme definição do IBGE, abrange trabalhadores sem registro formal ou empreendimentos não registrados.
## Trabalho Formal em Destaque
Em contrapartida à informalidade, Alagoas também se posiciona bem em trabalho formal. O estado é o segundo do Nordeste com a maior taxa de formalização para jovens, registrando 40,8%. O Rio Grande do Norte lidera com 46,5%. Pernambuco (40,2%) e Ceará (39,9%) também aparecem com índices relevantes na região.
Nos últimos cinco anos, a taxa de emprego com carteira assinada para jovens avançou 4,9 pontos percentuais, saindo de 35,9% em 2021 para 40,8% em 2025. Dados indicam que homens ocupam 40% das vagas formais, enquanto mulheres representam 40,5%.
## Jovens Lideram Criação de Empregos Formais
Um dado significativo do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) revela que, dos 17.453 novos postos de trabalho com carteira assinada criados em Alagoas no ano passado, impressionantes 93% (16.240 vagas) foram preenchidos por jovens entre 17 e 29 anos. Deste total, 9,4 mil vagas foram ocupadas por homens e 6,8 mil por mulheres.
A maioria desses jovens contratados possui o ensino médio completo (12.980), seguidos por aqueles com curso superior completo (1.094).