Goiás Lidera Produção Nacional de Girassol
Goiás lidera a produção brasileira de girassol, com projeção de colheita recorde de 83,2 mil toneladas na safra 2025/26. O estado responde por mais de 74% da produção nacional, impulsionado pelo aumento da área cultivada e pela versatilidade da oleaginosa.

Goiás consolida sua posição de liderança na produção de girassol no Brasil, projetando uma colheita expressiva de 83,2 mil toneladas para a safra 2025/26. Este volume representa 74,6% da produção nacional estimada, que deve atingir 111,5 mil toneladas, um aumento de 12,1% em relação à safra anterior. Os dados são do Boletim da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
## Crescimento da Área Cultivada
O destaque goiano se reflete no expressivo aumento de 34,0% na área cultivada com girassol no estado. A superfície plantada saltou de 47,0 mil para 63,0 mil hectares, consolidando Goiás como o principal produtor nacional. Segundo o governo estadual, a série histórica da Conab, iniciada em 1997, confirma a liderança goiana tanto em área plantada quanto em volume de produção. Desde a safra 2020/2021, o estado mantém essa supremacia, com uma área de cultivo dez vezes superior à do Rio Grande do Sul, o segundo maior produtor.
## Versatilidade e Importância Econômica
O girassol produzido no Brasil atende primordialmente à indústria de óleo comestível, valorizado por sua alta qualidade nutricional e pela crescente demanda do mercado interno. Sua versatilidade, no entanto, expande seu uso para outros setores, como o de cosméticos, fármacos, nutrição animal e a produção de biocombustíveis. A oleaginosa também desempenha um papel importante na apicultura, servindo como fonte de polinização e auxiliando na manutenção das colmeias durante o período de entressafra do mel.
## Fatores de Sucesso e Potencial Agronômico
O cultivo do girassol em Goiás tem se estabelecido como uma alternativa viável para a segunda safra, sendo plantado após a colheita da soja. A escolha da cultura é justificada por suas características agronômicas favoráveis, como a tolerância a períodos de estresse hídrico, a capacidade de reciclar nutrientes no solo e uma incidência relativamente menor de pragas. Para um desenvolvimento ideal, a planta requer solos sem compactação, disponibilidade de água entre 500 e 700 mm ao longo do ciclo, alta luminosidade diária e solos com pH entre 5,2 e 6,5.