Colheita de Milho em MS Lenta Devido a Chuvas e Umidade Elevada

Colheita de milho em MS avança lentamente (2,8%) devido a chuvas e umidade. Região central tem 23,8% das lavouras em condição ruim. Produção estimada cai 20,1%.

Colheita de Milho em MS Lenta Devido a Chuvas e Umidade Elevada

A colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul, referente à temporada 2025/2026, atingiu apenas 2,8% da área monitorada até o dia 3 de julho. O ritmo lento é atribuído principalmente às chuvas acima da média e à elevada umidade dos grãos, fatores que têm retardado a entrada das máquinas no campo. Segundo levantamento da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), divulgado em 8 de julho, a situação é particularmente preocupante na região central do estado, onde 23,8% das lavouras de milho se encontram em condição ruim.

O avanço da colheita representa cerca de 46 mil hectares trabalhados na área acompanhada pelo Projeto Siga-MS. Na semana anterior, o percentual colhido era de apenas 0,7%, indicando um ganho de 2,1 pontos percentuais. As regiões central e sul lideram em termos de área colhida, com 3,1% em cada uma, enquanto no norte o percentual é ainda menor, com 0,2% das lavouras trabalhadas.

Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, explicou que as precipitações acima do normal em regiões produtoras-chave atrasaram o início das operações. Além disso, a umidade naturalmente mais alta do milho neste período do ano também contribui para o adiamento da entrada das máquinas. A expectativa é de que os trabalhos de colheita ganhem maior intensidade a partir da segunda quinzena de julho, com a melhora das condições climáticas e a redução da umidade dos grãos.

Em relação à qualidade das lavouras, os índices estaduais mostram que 70,8% estão em boas condições, 18,3% em situação regular e 10,9% classificadas como ruins. A distribuição dessas condições varia significativamente entre as regiões. O norte apresenta o melhor cenário, com 92,1% de lavouras em boas condições, seguido pelo nordeste (82,9%), oeste (79,4%), sudoeste (73,6%) e sudeste (72,8%).

A região central, no entanto, concentra o quadro mais desfavorável, com apenas 57,9% das áreas em boas condições e 23,8% em situação ruim, um ligeiro aumento em relação à semana anterior, quando o índice era de 22%. Na região sul, 64,1% das áreas estão em boas condições, mas 31% se encontram em situação regular. A região Sul-Fronteira, apesar de ter 62,3% das lavouras classificadas como boas, está sob observação devido aos efeitos de geadas registradas entre 24 e 26 de junho, que podem ter impactado lavouras em fases sensíveis do desenvolvimento.

A Aprosoja/MS manteve a projeção de cultivo de 2,206 milhões de hectares para a segunda safra. Contudo, a produtividade média estimada caiu para 84,2 sacas por hectare, uma redução de 22,4% em comparação com a safra anterior. Com isso, a produção total esperada para esta safra é de 11,139 milhões de toneladas, representando uma queda de 20,1% em relação à safra passada, reflexo das adversidades climáticas enfrentadas.