Bem-estar supera salário em busca por novo emprego por executivos

Pesquisa aponta que 93% dos executivos brasileiros buscam novas oportunidades, mas priorizam bem-estar em detrimento de promoções que afetem qualidade de vida.

Bem-estar supera salário em busca por novo emprego por executivos

Um estudo recente da Page Executive aponta uma mudança significativa nas prioridades de executivos de alto escalão no Brasil na hora de considerar novas oportunidades de trabalho. A pesquisa revela que o bem-estar e a qualidade de vida se tornaram fatores determinantes, superando, em muitos casos, a atratividade de promoções e salários mais elevados.

De acordo com o levantamento, 93% dos profissionais C-level e líderes seniores no país estão abertos a novas posições no mercado. Desses, uma parcela expressiva de 42% busca ativamente por uma recolocação profissional. No entanto, o que chama atenção é a condição imposta por essa maioria: a recusa em aceitar promoções que possam comprometer seu equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Essa tendência indica um amadurecimento do mercado de trabalho brasileiro, onde a saúde mental e o bem-estar ganham destaque. Executivos de ponta, que historicamente eram associados a jornadas extenuantes e alta pressão, agora demonstram uma clara preferência por ambientes que valorizem o equilíbrio.

O estudo também explora os motivos por trás dessa busca por novas oportunidades. Além da valorização do bem-estar, outros fatores como a busca por desafios mais alinhados aos seus propósitos, o desejo por um ambiente de trabalho mais colaborativo e a oportunidade de desenvolvimento de novas habilidades também são citados pelos profissionais.

A pesquisa da Page Executive, ao entrevistar líderes seniores, oferece um panorama valioso sobre as expectativas e demandas do mercado de trabalho para posições de alta gestão. A priorização do bem-estar sugere que as empresas que desejam atrair e reter talentos de ponta precisarão repensar suas culturas organizacionais e oferecer pacotes de benefícios que contemplem não apenas a remuneração, mas também o suporte à saúde física e mental de seus colaboradores.

Essa mudança de paradigma reflete um movimento global, onde a discussão sobre saúde mental e burnout tem ganhado cada vez mais espaço, influenciando diretamente as decisões de carreira dos profissionais em todos os níveis, mas com impacto ainda maior entre aqueles que ocupam posições de liderança e enfrentam maiores responsabilidades.