Agro brasileiro impulsiona transição energética com biocombustíveis

Agronegócio brasileiro se destaca na produção de biocombustíveis para aviação (SAF) e transporte marítimo (biobunker), impulsionado por nova legislação e demanda global por energia limpa.

Agro brasileiro impulsiona transição energética com biocombustíveis

O agronegócio brasileiro está se consolidando como um pilar fundamental na busca por alternativas energéticas mais limpas, especialmente na aviação e no transporte marítimo. A crescente demanda por combustíveis renováveis, impulsionada pela necessidade de reduzir emissões de carbono, abre novas fronteiras de negócios para o setor produtivo nacional.

## Novas Fronteiras para o Agro

A eletrificação ainda apresenta desafios significativos para a aviação e o transporte marítimo, o que eleva o interesse por combustíveis derivados de fontes renováveis. O Brasil, com sua vasta experiência na produção de biocombustíveis, ampla oferta de matérias-primas agrícolas e décadas de pesquisa em bioenergia, encontra-se em posição privilegiada para liderar essa transição. Um evento promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, reuniu especialistas para debater o potencial brasileiro na produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e biobunker, voltado para a navegação.

A aprovação da Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024) estabeleceu um marco regulatório crucial, criando um ambiente propício para investimentos e para a expansão da participação do agro brasileiro neste mercado promissor. A CNA vê essa legislação como um catalisador para impulsionar a produção de combustíveis renováveis, agregando valor à cadeia produtiva e gerando empregos e renda.

## Oportunidades de Valor Agregado e Inovação

O crescimento da demanda por SAF e biobunker não se limita à produção de matérias-primas. A expansão desse mercado estimula investimentos em processamento industrial, logística, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico. A proposta é que o Brasil aproveite essa oportunidade para avançar na industrialização dos biocombustíveis, mantendo uma parcela maior dos investimentos e da renda gerada internamente. O vice-presidente da CNA, Marcelo Bertoni, destacou que a transição energética mundial dependerá da produção sustentável, ressaltando que "a transição energética mundial não será feita sem o agro brasileiro".

O potencial econômico dessa cadeia é vasto, com oportunidades para produtores rurais, cooperativas, agroindústrias e empresas de inovação. A diversidade de culturas agrícolas e a disponibilidade de biomassa no país oferecem rotas variadas para a produção desses combustíveis, minimizando desafios e fortalecendo a competitividade brasileira. A ciência e a pesquisa aplicada também são pilares essenciais, garantindo ganhos de eficiência e o desenvolvimento tecnológico necessário para consolidar o setor.