AGI impulsiona fábricas de ração com automação e tecnologia
AGI investe em automação e tecnologia para modernizar fábricas de ração no Brasil. O setor de nutrição animal busca eficiência e rastreabilidade para competir globalmente.

A AGI, multinacional especializada em soluções para grãos, está intensificando seus investimentos e projetos focados na modernização da indústria de nutrição animal brasileira. A companhia observa um aumento na procura por fábricas totalmente conectadas, capazes de gerenciar desde o recebimento da matéria-prima até a expedição do produto acabado.
O Brasil se posiciona como um mercado promissor, com projeções do Sindirações e da ABPA indicando uma produção de aproximadamente 97 milhões de toneladas de ração em 2026. Esse crescimento é impulsionado principalmente pelas cadeias produtivas de aves, suínos, bovinos, peixes e animais de companhia.
## Nova Era da Indústria de Nutrição Animal
Robson Engers, diretor sênior de Operações Brasil e América Latina da AGI, destaca que o setor atravessa um período de amadurecimento estrutural. A competição deixou de se basear unicamente na escala para focar em inteligência operacional, com eficiência, previsibilidade e uso racional de recursos como pilares estratégicos. A AGI tem direcionado seus esforços para desenvolver soluções integradas que oferecem aos clientes uma visão abrangente de suas operações.
Franklin Oliveira, gerente nacional de Indústrias e Portos da AGI Brasil, ressalta que a automação deixou de ser vista apenas como um avanço tecnológico para se tornar uma ferramenta financeira essencial. O mercado busca ativamente por soluções que minimizem a variabilidade dos processos, aumentem a previsibilidade dos resultados e garantam a rentabilidade a longo prazo. As novas plantas industriais são concebidas como sistemas integrados, onde equipamentos, sensores e plataformas digitais operam de forma coordenada.
## Automação e Rastreabilidade como Vetores de Competitividade
A integração dessas tecnologias permite otimizar diversas frentes da operação, incluindo o melhor aproveitamento de insumos, a redução de perdas, o aumento da capacidade produtiva e a maior estabilidade dos processos. Essa tendência também responde à crescente demanda por rastreabilidade, fundamental para atender às exigências de mercados internacionais cada vez mais rigorosos quanto à origem, qualidade e segurança dos produtos da cadeia de proteína animal.
A AGI prevê que a transição para modelos mais digitais e integrados continuará sendo uma pauta central para o setor nos próximos anos. Os investimentos em automação, engenharia e inteligência de dados devem acompanhar a necessidade das empresas brasileiras de se manterem competitivas em um cenário global desafiador. A empresa vê a consolidação da tecnologia como um pilar fundamental para a competitividade da indústria, enfrentando o desafio de oferecer soluções que combinem inovação, escala e proximidade com o cliente.